Polícia Judiciária trava rede que levava droga e telemóveis para prisões

Três homens foram detidos e nove pessoas constituídas arguidas numa operação da Polícia Judiciária que desmantelou uma rede suspeita de introduzir substâncias proibidas no meio prisional. A investigação levou a buscas em várias cidades e resultou na apreensão de armas, dinheiro e criptoativos avaliados em cerca de 150 mil euros.

© D.R.

A Polícia Judiciária (PJ) desmantelou uma alegada rede criminosa dedicada à introdução de substâncias e objetos proibidos em estabelecimentos prisionais, numa operação que resultou na detenção em flagrante delito de três homens e na constituição de nove arguidos, além de uma pessoa coletiva, pode-se ler em comunicado publicado no site oficial da PJ.

A operação, designada ‘Gambito’, foi conduzida pela Unidade Nacional de Combate à Corrupção e decorreu nos concelhos de Lisboa, Sintra, Leiria e Setúbal, no âmbito de um inquérito dirigido pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Sintra.

Segundo a PJ, a investigação permitiu recolher indícios de que o grupo atuava de forma organizada e reiterada, dedicando-se à introdução de substâncias e métodos proibidos no meio prisional, bem como à prática de atividades ilícitas fora dos estabelecimentos prisionais.

No decorrer da operação foram cumpridos 19 mandados de busca, domiciliárias e não domiciliárias, incluindo diligências em dois estabelecimentos prisionais.

Durante as buscas, indica o comunicado, as autoridades apreenderam uma quantidade significativa de substâncias proibidas, duas armas de fogo, 26 mil euros em numerário e duas carteiras de criptoativos avaliadas em cerca de 150 mil euros. Foi ainda apreendida uma viatura de alta cilindrada, além de diversos elementos de prova considerados relevantes para a investigação, tanto em suporte físico como digital.

Os detidos (três homens portugueses com idades entre os 39 e os 62 anos) são suspeitos da prática dos crimes de tráfico de substâncias e métodos proibidos, associação criminosa, corrupção e favorecimento pessoal.

Os suspeitos serão presentes a primeiro interrogatório judicial, para aplicação das medidas de coação consideradas adequadas.

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