PS, CHEGA e AD na frente com empate técnico

O CHEGA regista 25,8% das intenções de voto no mais recente Barómetro DN/Aximage, consolidando-se como uma das principais forças políticas do país. O estudo indica ainda que André Ventura é apontado por mais de metade dos inquiridos como a principal figura da oposição.

© Folha Nacional

O mais recente Barómetro DN/Aximage, realizado no início de março, aponta para um cenário de equilíbrio entre as três principais forças políticas, com CHEGA, Partido Socialista (PS) e Aliança Democrática (AD) separados por poucas décimas nas intenções de voto.

Segundo o estudo, o PS surge com 27%, seguido de perto pela Aliança Democrática (26,6%) e pelo CHEGA (25,8%), resultado que coloca os três partidos dentro da margem de erro de 4,2%. Quando considerados apenas os eleitores que já têm decisão de voto, a diferença mantém-se reduzida: AD com 25,4%, PS com 25% e Chega com 23,5%.

O levantamento, realizado com 551 entrevistas entre 2 e 3 de março, revela também diferenças relevantes no perfil do eleitorado. O CHEGA destaca-se na Área Metropolitana de Lisboa, onde lidera com 33,9% das intenções de voto, e apresenta maior apoio entre eleitores dos 35 aos 64 anos.

Entre os restantes partidos, a Iniciativa Liberal surge como quarta força política com 7,4%, enquanto as restantes formações à esquerda do PS registam valores inferiores.

Apesar do empate técnico nas intenções de voto, o estudo mostra uma tendência clara quanto à liderança da oposição. André Ventura é apontado por 59% dos inquiridos como principal figura da oposição, muito acima de José Luís Carneiro, que reúne 21%.

 

Ficha técnica

Objetivo do Estudo: Sondagem de opinião realizada pela Aximage – Comunicação e Imagem Lda. para o DN relativa a barómetro político e temas da atualidade.

Universo: Indivíduos maiores de 18 anos eleitores e residentes em Portugal. Amostra: Amostragem por quotas, obtida a partir de uma matriz cruzando sexo, idade e região (NUTSII),a partir do universo conhecido, reequilibrada por género (2), grupo etário (4) e região (4). A amostra consiste em entrevistas efetivas: 551 entrevistas CAWI; 268 homens e 283 mulheres; 123 entre os 18 e os 34 anos,148 entre os 35 e os 49 anos, 155 entre os 50 e os 64 anos e 125 para os 65 e mais anos; Norte 194, Centro 125, Sul e Ilhas 68, Área Metropolitana de Lisboa 164.

Técnica: Aplicação online – CAWI (Computer Assisted Web Interviewing) – de um questionário estruturado, devidamente adaptado ao suporte utilizado, a um painel de indivíduos que preenchem as quotas pré-determinadas. O trabalho de campo decorreu entre 2 e 3 de março de 2026.

Taxa de resposta: 87,46%.

Margem de erro: O erro máximo de amostragem deste estudo, para um intervalo de confiança de 95%, é de + ou – 4,2%.

Responsabilidade do estudo: Aximage – Comunicação e Imagem Lda.,sob a direção técnica de Ana Carla Basílio.

Últimas de Política Nacional

Isaltino Morais admite que André Ventura possa chegar a primeiro-ministro e aponta uma aproximação entre PS e PSD como forma de travar esse cenário. Em entrevista à RTP, o presidente da Câmara de Oeiras defendeu uma convergência entre os dois partidos para impedir a chegada do líder do CHEGA ao Governo.
PSD, Iniciativa Liberal e PS viabilizaram alterações à lei do Tribunal de Contas que poderão afastar a aplicação de sanções financeiras ao ministro da Administração Interna, Luís Neves. Em causa estão despesas de 14.300 euros com viagens ao Brasil, realizadas em 2023, quando dirigia a Polícia Judiciária.
O presidente do CHEGA responsabiliza PS e PSD pela crise da habitação e acusa José Luís Carneiro de dar luz verde a um Orçamento do Estado sem conhecer o seu conteúdo. André Ventura defende um pacote de emergência com benefícios fiscais, apoios às rendas e menos burocracia.
Socialistas e sociais-democratas preparam alterações à legislação do Tribunal de Contas que poderão beneficiar Luís Neves. A possibilidade de uma amnistia através de uma mudança legislativa levanta questões sobre o alcance da iniciativa e as suas consequências.
Comissão Parlamentar da Transparência considera grave a conduta de Ventura após a divulgação de um vídeo em que o líder do CHEGA percorreu corredores e espaços de outros grupos parlamentares, questionando a ausência de deputados numa sexta-feira.
André Ventura garantiu que a comissão parlamentar de inquérito à atuação de Luís Neves na Polícia Judiciária vai avançar sem interrupções, mesmo durante a discussão do Orçamento do Estado. À saída da tomada de posse da comissão, o presidente do CHEGA denunciou tentativas de travar os trabalhos e assegurou que a investigação continuará mesmo que Luís Neves abandone o Governo.
PSD e PS aprovaram, na especialidade, alterações ao regime de fiscalização do Tribunal de Contas que incluem o afastamento do visto prévio em determinados procedimentos. André Ventura acusa os dois partidos de enfraquecerem o controlo da despesa pública e classifica a decisão como uma “via verde para a corrupção”.
André Ventura questionou esta terça-feira a permanência de Luís Neves à frente do Ministério da Administração Interna, na sequência das acusações feitas pelo antigo secretário-geral Ricardo Carrilho. O presidente do CHEGA falou em suspeitas de pressões para a prática de ilegalidades, questionou a gestão de 26 milhões de euros destinados ao SIRESP e prometeu impedir que a comissão parlamentar de inquérito seja bloqueada.
O Livre tentou impedir André Ventura de presidir à comissão parlamentar de inquérito à atuação de Luís Neves, alegando um possível conflito de interesses relacionado com o assalto ao gabinete do líder do CHEGA. O pedido foi dirigido ao presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, que rejeitou os argumentos apresentados e não identificou qualquer impedimento legal.
André Ventura anunciou, esta sexta-feira, a recandidatura à liderança do CHEGA, durante o Conselho Nacional do partido, em Lisboa. Perante uma estrutura que afirma ter atingido os 100 mil militantes, garantiu que o CHEGA será o maior partido do país, atacou os interesses instalados e deixou um aviso: “Quem nos vai travar? Bruxelas? A imprensa? Não! Só nós nos podemos travar!”