Fevereiro foi mês mais chuvoso dos últimos 47 anos, segundo o IPMA

O mês passado foi o fevereiro mais chuvoso dos últimos 47 anos e o oitavo mais quente desde que há registos (1931), segundo o boletim climatológico para o continente do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

© D.R.

Segundo o resumo dos boletins para o continente e para as regiões autónomas, o mês de fevereiro caracterizou-se por ser muito quente e chuvoso no continente, com um valor médio da temperatura de 11,58 ºC (graus celsius), mais 1,72ºC em relação ao normal de referência (1991-2020). O valor mais elevado foi em 2024.

A temperatura mínima foi a sexta mais elevada desde 1931 (mais 2,59ºC do que o normal), diz o IPMA, que indica que entre os dias 21 e 26 de fevereiro houve uma onda de calor em quatro localidades dos distritos de Bragança e Guarda, e registaram-se 26 novos extremos de temperatura do ar.

Quanto à precipitação, desde que há registos fevereiro foi o quinto mais chuvoso, com 241,7 milímetros (mm), o que representa mais de três vezes (329%) o valor médio de referência (1991-2020).

Em localidades como Mora, Lavradio (Barreiro) e Alvalade do Sado (Santiago do Cacém) choveu cinco vezes mais do que o normal.

Em relação ao ano hidrológico, de 1 de outubro de 2025 a 28 de fevereiro de 2026 totaliza-se 924 mm, cerca de 1,8 vezes mais precipitação do que o valor médio de referência.

É até agora o ano hidrológico mais chuvoso dos últimos 30 anos e o 6.º mais chuvoso desde 1931.

No final de fevereiro todos os concelhos de Portugal continental apresentavam valores de água no solo superiores a 60%. Nas regiões Norte, interior Centro, e em alguns municípios do interior do Alentejo, havia valores de água no solo nos níveis de saturação, situando-se perto da sobressaturação no nordeste transmontano.

Nos Açores, o mês caracterizou-se por eventos de tempo severo, com vento e agitação marítima forte, e na Madeira a temperatura média foi acima do normal e a precipitação abaixo do normal.

Últimas do País

A presidente do Sindicato dos Médicos do Norte (SMN) acusou a ministra da Saúde de não cumprir a promessa sobre o INEM, referindo que o instituto está com menos de 30 médicos no quadro quando estão previstos 70 lugares.
A Polícia Judiciária (PJ) deteve uma mulher com um mandado de detenção internacional para cumprimento de uma pena de nove anos e quatro meses por associação criminosa e tráfico de droga, segundo informação divulgada hoje.
O Tribunal de Aveiro condenou hoje dois arguidos, pai e filho, a penas de cinco anos e meio e sete anos de prisão por vários roubos violentos a idosos ocorridos em 2024 e 2025.
O CHEGA pediu, a 14 de outubro, a presença urgente do ministro da Agricultura no Parlamento, após a deteção do vírus 'Shamonda' em seis explorações bovinas portuguesas. Oito dias depois, França confirmou o primeiro caso conhecido de infeção humana, num doente que morreu no início do mês.
Dois equatorianos, um colombiano e um venezuelano foram intercetados pela Marinha Portuguesa a bordo de uma embarcação semissubmersível que transportava 1740 quilos de cocaína, avaliados em mais de 62 milhões de euros. Os quatro homens, detidos em outubro de 2025, foram agora condenados pelo Tribunal de Ponta Delgada, nos Açores, a penas entre 10 e 14 anos de prisão por envolvimento numa rede internacional de tráfico de droga.
O atual e o ex-presidente da Câmara de Valongo, Paulo Esteves Ferreira e José Manuel Ribeiro, eleitos pelo PS, foram condenados por abuso de poder à perda de mandato por limitarem a circulação de camiões na estrada de acesso ao aterro de Sobrado em 2020. A sentença incluiu ainda a aplicação de multas e a possibilidade de recurso.
Um idoso foi detido pela GNR por provocar um incêndio florestal em Carrazeda de Ansiães, devido à queima de sobrantes que se descontrolou, revelou a força policial.
A Universidade Politécnica de Portalegre (UPP) abriu um inquérito interno para apurar alegada tentativa de assédio sexual entre alunos, revelou o vice-reitor à agência Lusa.
A Habita!, criada por antigas assessoras do BE, recebeu apoios de organizações internacionais, incluindo uma rede financiada na sua origem pela fundação de George Soros. Uma investigação identifica ainda 150 mil euros de fundos europeus.
Mais de 240 turmas do 1.º ciclo continuam sem professor atribuído, segundo avança o Expresso. A falta de docentes prolonga-se mais de um mês após o arranque das aulas.