Nunca com tão pouco se fez tanto

Atualmente, já se pode afirmar, com relativa segurança que já não existe a ferrenha aversão quando um conhecido, amigo ou familiar se filia ao CHEGA. Já não é um tema tabu como o era em 2019. As pessoas já não correm o risco de serem excomungadas, enxovalhadas ou gozadas por demonstrarem abertamente os seus ideais políticos. Esta mudança de atitude resulta, em grande medida, do trabalho persistente da militância, que tem contribuído para a normalização e aceitação do Partido na sociedade.

É reconfortante assistir a uma gradual normalização e aceitação do CHEGA por parte dos diversos sectores da sociedade, mesmo que, por vezes, essa aceitação ainda seja acompanhada de uma certa resistência – muitas vezes subliminar – de matriz socialista ou social-democrata.

A aceitação por parte da sociedade deve-se, entre outros fatores, ao “trabalho de formiguinha” realizado ao longo dos últimos anos por militantes com a mais variada experiência profissional e académica, cujo denominador comum assentou no profundo desejo de mudar Portugal, de o tornar grande novamente.

O trabalho desenvolvido pelos militantes não foi fácil, nem ainda o é. Os recursos logísticos e financeiros, por vezes, são escassos, e a mão de obra para desenvolver atividades semanais junto da população local fica, muitas vezes, aquém do desejado. Somos um partido jovem e a militância ainda terá de amadurecer.

Na minha ainda curta experiência enquanto autarca, procuro aplicar a metodologia de trabalho que fui adquirindo ao longo da minha carreira profissional. Integramos uma equipa composta por quatro Vogais e dois substitutos, cuja missão é dar voz aos nossos concidadãos na Assembleia de Freguesia de uma União de Freguesias com mais de 48 mil habitantes.

Não temos grande experiência política, é um facto, todavia, tentamos colmatar essa inexperiência com proatividade, criatividade, dinamismo, resiliência e, sobretudo, foco.

Acreditamos que ser-se militante não passa somente por aparecer nas arruadas, onde se sabe de antemão que algum dirigente irá lá estar. A nossa equipa acredita que o trabalho menos visível e silencioso, por vezes, é aquele de que se conseguem colher mais frutos, como, por exemplo, distribuir jornais ou folhetos nas caixas de correio à noite.

Paralelamente a esta tarefa, tentamos realizar uma visita ao comércio todos os fins de semana, levando, ultimamente, apenas um simples bloco de notas, cuja finalidade é permitir que as pessoas consigam ter voz ativa junto do poder local e, com isso, se sentirem parte integrante da Comunidade.

Neste âmbito, e como os recursos são escassos, procuramos, no decorrer da atividade acima referida, denunciar aspetos a melhorar na nossa União das Freguesias através da realização de vídeos para as redes sociais, em que cada um dos Vogais é “convidado” a realizar um vídeo sobre determinada matéria.

Através desta metodologia, a nossa bancada tem conseguido assegurar uma presença contínua nas redes sociais que, aliada à distribuição de jornais e folhetos, bem como às visitas ao comércio local, está gradualmente a conquistar os “corações e mentes” dos cidadãos, algo que se conseguirá constatar no final do mandato.

Por último, não menos importante – certamente muitos leitores irão rever-se na vertente mais ingrata da militância pura e dura -, destaca-se o sacrifício. Quando se decide lutar por algo em que realmente se acredita e defende, por norma dever-se-á estar preparado para realizar certos sacrifícios, como o tempo em família, as horas de sono, o descanso e as saídas com os amigos, porque, quando se assume e se compromete uma determinada responsabilidade para com o Partido, deve-se ser leal, resiliente e cumprir até ao fim o compromisso acordado, sem desculpas ou desistências.

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