SNS 🇵🇹 REDE DE REFERENCIAÇÃO CARDIOLOGIA/CIRURGIA CARDIOTORÁCICA

Ponto único:
Processo de tentativa de criação da Unidade de Cirurgia Cardíaca na ULS de Santo António

Síntese Executiva

O processo que levou à tentativa de criação de uma Unidade de Cirurgia Cardíaca na ULS de Santo António levanta sérias dúvidas de legalidade, transparência e boa gestão de recursos públicos.
A sua não fundamentação é evidente em diversos aspectos, nomeadamente nas características da geografia e demografia assim como nas necessidades dos cuidados assistenciais destes Doentes no SNS.

Os factos conhecidos apontam para:

1- Conflito notório de interesses governativos

2- Interferência política dos Secretários de Estado numa competência técnica dentro da hierarquia do SNS.
Acresce que esta indevida interferência política está desligada da evidência clínica e dos resultados dos cuidados assistenciais

3- Desrespeito pela Rede Nacional de Referenciação Hospitalar

4- Ignorância dos pareceres técnicos das principais entidades científicas e da opinião e coordenação de entidades hierárquicas do SNS, incluindo, Comissão Nacional dos Centros de Referência, Direcção Executiva, ACSS, Ordem dos Médicos, Diretores dos Centros de Referência de Cardiologia/Cirurgia Cardiotorácica, entre outras.

5- Utilização de um modelo assistencial assente em contratação externa de empresas privadas de prestação de serviços médicos com uma despesa anual de cerca de 460 mil euros.

6- Despesa pública elevada com descapitalização do erário do SNS, directamente relacionada a empresas privadas, com esquecimento das equipas próprias do SNS.
Nota relevante:
Os Médicos Cirurgiões levam 6 anos na sua formação pós-graduada no SNS, incluindo os da Cirurgia Cardiotorácica… esta excelência formativa transversal não pode ser esquecida e muito menos despromovida dentro da geografia, demografia e necessidades do SNS

O conjunto destes elementos configura um caso institucionalmente grave o qual exige esclarecimento parlamentar e escrutínio público.

Esta proposta mal fundamentada não serve o interesse dos Doentes e das Populações, importando sim fragilidade ao SNS

******
Por Um SNS Melhor 🌟
Prof Horácio Costa
.Fundador e Anterior Director do Serviço Cirurgia Plástica Reconstrutiva Craniomaxilofacial Mão e Microcirurgia da ULSGaia/Espinho
.Fundador e 1o Vice-Presidente do CAC-EHMA – Centro Académico Clínico Egas Moniz Health Aliance
.Anterior Membro da Direcção do Colégio da Especialidade de Cirurgia Plástica Reconstrutiva e Estética da Ordem dos Médicos
.Prof Catedrático da Universidade de Aveiro
.Membro e Anterior Presidente da ESPRAS- European Society Plastic Reconstructive Aesthetic Surgery
.Membro da EURAPS- European Assotiation Plastic Surgery
.Delegado e Fellow EBOPRAS- European Board Plastic Reconstructive Aesthetic Surgery

Artigos do mesmo autor

Após 48 anos no Serviço Nacional de Saúde – SNS, dos quais 26 anos no CHGaia/Espinho, onde providenciei a fundação, o desenvolvimento e a direcção do Serviço Cirurgia Plástica Reconstrutiva Craniomaxilofacial Mão e Microcirurgia, agora com reconhecimento hospitalar e universitário nacional europeu e intercontinental, dirijo as declarações infras, a Entidades que respeito e muito considero, […]

A Lei n.º 2011, de 2 de abril de 1946, estabeleceu a organização dos serviços prestadores de cuidados de saúde então existentes, recorrendo ao critério geográfico — a Área Geográfica de Influência — para definir a tipologia de cada unidade hospitalar e o tipo de assistência garantida em cada nível da rede hospitalar. O Estatuto […]