ULS Médio Tejo cria equipa multidisciplinar para reforçar resposta à obesidade

A Unidade Local de Saúde (ULS) do Médio Tejo reforçou a prevenção, diagnóstico, tratamento e acompanhamento da obesidade com uma equipa multidisciplinar, visando melhorar a articulação de cuidados e a resposta integrada, revelou hoje a ULS.

© D.R.

Em comunicado, a ULS Médio Tejo, com sede em Torres Novas, no distrito de Santarém, indica que a Equipa Multidisciplinar da Obesidade (EMO) envolve profissionais de diferentes áreas clínicas e níveis de cuidados, dos cuidados hospitalares aos cuidados de saúde primários.

“A obesidade não é uma questão de falta de vontade, nem uma condição que possa ser reduzida a escolhas individuais. É uma doença crónica, complexa e muitas vezes marcada por sofrimento silencioso, estigma e atraso no acesso a cuidados adequados”, afirmou a coordenadora da equipa, Cristina Gonçalves, citada na nota informativa.

A EMO integra especialistas de medicina geral e familiar, medicina interna, cirurgia geral, nutrição, psicologia e enfermagem, permitindo uma “abordagem mais abrangente e centrada na pessoa”, tendo a responsável destacado a importância de uma resposta integrada para a prevenção, tratamento e acompanhamento.

“Esta equipa nasce para olhar para cada pessoa com conhecimento, respeito e uma resposta clínica verdadeiramente integrada”, acrescentou a responsável, que dirige o Serviço de Diabetes e Obesidade da ULS Médio Tejo, instalado na unidade hospitalar de Tomar.

Segundo a ULS, a diversidade de áreas envolvidas facilita a articulação entre especialidades e entre cuidados de saúde primários e hospitalares, promovendo respostas mais eficazes e personalizadas.

A criação da equipa insere-se na implementação do Programa Nacional de Prevenção e Gestão da Obesidade e do Percurso de Cuidados Integrados para a Pessoa com Obesidade no Serviço Nacional de Saúde, num contexto de elevada prevalência da doença e do seu impacto na qualidade de vida.

“A criação desta equipa representa um passo importante no reforço da resposta do Serviço Nacional de Saúde a uma doença com elevado impacto na saúde pública”, destacou, por sua vez, o presidente do conselho de administração da ULS Médio Tejo, Casimiro Ramos.

O responsável sublinhou ainda que “o trabalho multidisciplinar e a articulação entre diferentes níveis de cuidados são fundamentais para garantir respostas mais eficazes, integradas e próximas das pessoas”.

Ainda segundo a ULS Médio Tejo, a equipa foi estruturada para assegurar uma abordagem integrada, continuada e próxima, incluindo a referenciação adequada para tratamento não cirúrgico ou cirúrgico, sempre que clinicamente indicado.

A ULS Médio Tejo gere três hospitais – Abrantes, Tomar e Torres Novas – e 35 unidades de cuidados de saúde primários, dando resposta direta a cerca de 170 mil utentes nos concelhos de Abrantes, Alcanena, Constância, Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Mação, Sardoal, Tomar, Torres Novas, Vila Nova da Barquinha e Vila de Rei, nos distritos de Santarém e Castelo Branco.

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