Mau tempo: Indemnizações pagas pelos seguros para cobrir danos nos 303 milhões

As seguradoras já pagaram 303 milhões de euros em indemnizações por danos causados ​​pelas tempestades de janeiro e fevereiro, calculando que os estragos cobertos superem 1.000 milhões de euros, divulgou hoje a Associação Portuguesa de Seguradores (APS).

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O balanço surgiu no dia em que o Presidente da República, António José Seguro, iniciou a primeira “Presidência Aberta”, com visitas aos concelhos da zona centro do país afectados pelas intempéries em janeiro e fevereiro deste ano.

Num comunicado, a APS faz saber que o mau tempo que afetou Portugal no início do ano, entre 27 de janeiro e 13 de fevereiro, levou a 185 mil participações de sinistros junto das empresas de seguros associadas.

A estimativa dos estragos indenizáveis ​​é de 983 milhões de euros e “tudo indica que, no final, ultrapassará os 1.000 milhões de euros”, refere a associação.

Até ao momento, 95 mil sinistros “foram encerrados ou objecto de adiantamento”, situando-se o valor das indemnizações já pagas ou adiantadas acima de 303 milhões de euros.

Ao todo, a associação estima que as perdas em habitações totalizam 481 milhões de euros, tendo as seguranças pago 223 milhões.

As estimativas da APS foram obtidas a partir de um inquérito realizado pela associação junto das seguradoras associadas.

Leiria é o concelho com maior volume de perdas protegidas por seguros, apontando-se Marinha Grande e Pombal.

A associação refere que em Leiria há registo de 36.843 sinistros, “com um custo estimado de 307 milhões de euros, dos quais já pagos 93 milhões”.

No caso da Marinha Grande, onde foram participados 11.138 sinistros, o custo estimado é “de 112 milhões de euros, dos quais já pagos 36,5 milhões”.

Em Pombal, onde os estragos deram origem a 11.599 sinistros, as perdas são “de 72 milhões de euros, dos quais já pagaram 25 milhões”.

No comunicado de hoje, a APS afirma que as empresas continuam determinadas a pagar as indemnizações devidas e os “os adiantamentos que foram justificados” com “a maior rapidez possível”.

No entanto, frisa que “a gestão de alguns destes sinistros não depende apenas das seguranças”, reforçando que “há procedimentos legais e contratuais associados ao pagamento das indemnizações que têm de ser cumpridos para evitar abusos, garantem que os danos a indemnizar compensados ​​ao previsto nos contratos de seguro e que as indemnizações são pagas às pessoas/entidades a quem são devidas”.

Durante a manhã, no início da Presidência Aberta, na Sertã, Castelo Branco, o Presidente da República afirmou que, ao realizar a primeira visita às regiões afetadas pelo mau tempo, pretende mostrar o que está atrasado e acelerar os apoios.

O propósito da visita, que hoje decorre nos distritos de Castelo Branco e Santarém, é o de “fazer acelerar os apoios para que eles possam chegar o mais rapidamente possível” e “estimular a recuperação e, sobretudo, dar garantias às pessoas de que elas são ouvidas para que os seus problemas possam ser resolvidos”, afirmou.

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