Liga Portuguesa Contra o Cancro apoiou mais de 25 mil doentes em 2025

A Liga Portuguesa Contra o Cancro, que comemora hoje 85 anos, apoiou no ano passado mais de 25 mil doentes e disponibilizou 2,2 milhões de euros em apoios, nomeadamente medicamentos, próteses, transporte e alimentação, anunciou a instituição.

© D.R.

De acordo com dados avançados pela Liga, foram apoiados no ano passado 25.200 doentes, mais 3.300 (15%) comparativamente a 2024 (15%) e atribuiu mais 2,2 milhões de euros em apoios, o que representou um aumento de 24%.

Este aumento, sublinha em comunicado, “traduz a crescente procura de apoio por parte dos doentes e a capacidade da LPCC para lhes dar resposta”.

No que diz respeito à investigação e formação em Oncologia, a Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC) aplicou 700 mil euros, o dobro do registado no ano anterior, montante que permitiu financiar 38 bolsas de investigação e quatro centros de investigação, e formação a 1.810 profissionais de saúde.

Este crescimento estendeu-se a praticamente todas as respostas e intervenções da LPCC: em 2025 foram realizadas 21.300 consultas gratuitas de psico-oncologia, abrangendo perto de 3.700 doentes.

14.537 consultas de diagnóstico

No âmbito da prevenção, realizaram-se 14.537 consultas de diagnóstico precoce de cancro de pele e oral, a par de consultas de cessação tabágica e nutrição.

Ao longo do ano, mais de 8.200 doentes foram acompanhados em centros de dia e cerca de 400 em lares, refere a Liga, acrescentando que as Linhas Cancro e Pulmão registaram mais de 6.000 contactos, entre chamadas e ‘e-mails’.

“O crescimento da atividade da LPCC foi acompanhado pelo envolvimento de cerca de 21.700 voluntários, assegurando, com o seu empenho e solidariedade, a proximidade da LPCC junto de doentes e famílias”, salienta.

“Missão só é possível graças aos colaboradores, voluntários e generosidade da sociedade”

O presidente da LPCC, Vítor Veloso, destaca o facto de a instituição ter conseguido chegar a mais pessoas no ano passado e ter reforçado o investimento na investigação oncológica.

“Esta missão só é possível graças ao contributo de colaboradores, voluntários e à generosidade da sociedade civil. Cada contribuição é fundamental para que possamos estar ao lado de quem mais precisa, todos os dias”, afirma Vítor Veloso, citado no comunicado.

A missão da LPCC inclui ainda a defesa dos direitos dos doentes e sobreviventes de cancro, representando-os junto das entidades competentes e promovendo políticas que assegurem a sua proteção, acesso à informação e acompanhamento ao longo de todo o percurso da doença.

As comemorações dos 85 anos da LPCC são assinaladas hoje numa cerimónia no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, onde deverá estar presente a ministra da Saúde, Ana Paula Martins.

Na cerimónia, estarão também presentes responsáveis institucionais, profissionais de saúde e parceiros da área da oncologia, incluindo do Instituto Português de Oncologia, da Direção-Geral da Saúde, do Infarmed, do Programa Nacional para as Doenças Oncológicas (PNDO), da Fundação Champalimaud, i3S e Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto, entre outros.

Um dos momentos centrais da cerimónia será a intervenção do médico e cientista Manuel Sobrinho Simões, que abordará as perspetivas futuras da doença oncológica, sublinhando a importância da inovação científica e a articulação entre investigação e prática clínica.

Na cerimónia será apresentado um vídeo institucional, assinalando não só o agradecimento a colaboradores, voluntários e doadores, como também a ambição da LPCC de continuar a desempenhar um papel determinante na resposta ao cancro em Portugal.

Últimas do País

André Ventura acusa Luís Neves de “prepotência e incapacidade de lidar com a verdade” e coloca a responsabilidade pela resolução do caso nas mãos de Luís Montenegro. O presidente do CHEGA alerta que, enquanto o primeiro-ministro não intervier, “a infeção deste Governo será cada vez maior”.
Três trabalhadores morreram hoje num acidente laboral num reservatório de água de uma habitação na Quinta do Lago, no concelho de Loulé, distrito de Faro, disseram à Lusa fontes da GNR e da Proteção Civil.
Cerca de 150 dirigentes associativos do setor agroflorestal concentraram-se esta segunda-feira junto à Assembleia da República, em Lisboa, para exigir ao Governo 140 milhões de euros em apoios que permitam enfrentar o aumento dos custos de produção e recuperar a competitividade face a Espanha. A resposta do ministro da Agricultura aponta para 2027, ano em que estarão disponíveis mais de 162 milhões de euros para apoiar o setor.
“Alguma coisa não está certa com Luís Neves”, afirmou o presidente do CHEGA, numa altura em que a imprensa aponta divergências relacionadas com o Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal como possível motivo para a saída de Ricardo Carrilho.
“É uma injustiça fiscal!” André Ventura acusa o Governo de sufocar os agricultores portugueses com impostos e combustíveis caros, enquanto Espanha disponibiliza apoios 40 vezes superiores.
A GNR registou 193 crimes de burla por falso funcionário, com recurso à usurpação de identidade de forças de segurança e órgãos de polícia criminal, entre janeiro de 2024 e 31 de maio de 2026.
Hugo Dias, um homem de 47 anos em situação de sem-abrigo, morreu após ser agredido a murro e pontapé em Almada. O Tribunal da Relação condenou os dois envolvidos a penas de prisão suspensas, apesar do desfecho fatal.
Emails associados ao processo das gémeas luso-brasileiras revelam a intervenção do presidente do Infarmed, que terá encaminhado um pedido para responsáveis do Hospital de Santa Maria.
Um homem de 35 anos, procurado pela Justiça marroquina por suspeitas de integrar uma rede criminosa dedicada à imigração ilegal, foi extraditado de Portugal para Marrocos. O suspeito, detido em Cascais pela Polícia Judiciária, terá participado num esquema que cobrava elevadas quantias para facilitar a entrada irregular de pessoas em Espanha.
Milhares de crianças e jovens com necessidades educativas especiais estão em risco de ficar sem apoio especializado, pois os Centros de Recursos para a Inclusão (CRI) continuam sem saber qual será o financiamento para o ano letivo.