CHEGA quer criar presunção de legítima defesa para polícias que usem arma de fogo

O CHEGA apresentou um projeto de lei para estabelecer uma presunção de licitude no uso de armas de fogo por agentes das forças de segurança em determinadas situações de perigo iminente.

© Facebook/PSP

Segundo o partido que ocupa hoje a liderança da oposição em Portugal, muitos polícias sentem hoje receio de agir em cenários de ameaça grave por medo de virem mais tarde a ser acusados de uso excessivo da força ou abuso policial.

A proposta a que o Folha Nacional teve acesso surge numa altura em que o debate sobre segurança e autoridade policial voltou a ganhar força.

O CHEGA defende que os agentes devem ter proteção legal reforçada quando estejam perante situações em que exista uma perceção razoável de ameaça iminente de morte ou lesão grave para si próprios ou para terceiros.

O projeto prevê que o uso da arma de fogo seja presumido lícito sempre que o agente atue nessas circunstâncias, cabendo depois prova em contrário.

Ao mesmo tempo, o partido introduz uma condição: sempre que o agente tenha bodycam disponível e necessite de usar a arma, será obrigado a ligar o dispositivo. Caso não o faça, perde automaticamente essa presunção legal de licitude.

Na exposição de motivos, o CHEGA argumenta que as bodycams podem funcionar como mecanismo de proteção tanto para os agentes como para os cidadãos, permitindo esclarecer posteriormente o que aconteceu em cada intervenção policial.

O partido sublinha ainda que a proposta não altera as regras relativas a outros meios de defesa ou contenção, focando-se apenas no uso de armas de fogo.

Segundo o CHEGA, a medida pretende dar mais segurança jurídica aos profissionais das forças de segurança e evitar que os agentes hesitem perante situações de elevado risco.

A iniciativa aplica-se a todas as forças de segurança cujos estatutos permitam o uso e porte de armas de fogo atribuídas pelo Estado.

Últimas do País

Luís Montenegro deslocou-se ao Algarve para participar num torneio de golfe ao lado do empresário Manuel Violas, proprietário do Grupo Solverde, que mantinha uma relação comercial com a Spinumviva. O primeiro-ministro ficou alojado num hotel de cinco estrelas pertencente ao grupo.
O partido liderado por André Ventura apresentou uma proposta para o Orçamento do Estado para 2027 que pretende dar prioridade no acesso às creches aos filhos de cidadãos portugueses que exerçam uma atividade profissional.
A Proteção Civil alertou hoje para o risco de inundações e cheias em Portugal continental devido à passagem da depressão Bruna, que irá provocar chuva e vento fortes e agitação marítima.
A Polícia de Segurança Pública (PSP) deteve entre domingo e hoje 10 pessoas no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, suspeitas de utilizarem documentos falsificados em voos provenientes de Atenas, na Grécia.
O IPMA alertou para chuva, vento e agitação marítima no continente a partir de domingo, devido à depressão Bruna, que deverá afetar o país até 13 de novembro.
A PSP recebeu hoje de manhã um alerta de ameaça de bomba num avião da Ryanair que iria sair do aeroporto de Lisboa com destino a Roma, revelou hoje aquela polícia.
Dois homens, de 24 e 27 anos, foram detidos pela PSP depois de transformarem dois apartamentos municipais devolutos, na Quinta do Loureiro, em Lisboa, em armazéns de droga. A operação permitiu apreender 23 quilos de heroína, a maior quantidade desta substância confiscada este ano pelas forças de segurança portuguesas, além de cocaína, haxixe, liamba, dinheiro e munições.
Um adolescente de 15 anos foi identificado pela Polícia Judiciária como suspeito de violar e roubar uma rapariga menor de idade no interior do prédio onde esta reside, em Oeiras. O jovem está ainda indiciado por outros crimes de roubo e agressão. Por ter menos de 16 anos, não pode ser responsabilizado criminalmente, tendo sido entregue ao pai e apresentado ao Tribunal de Família e Menores.
A Polícia Judiciária de Aveiro deteve um homem de 34 anos suspeito de usar receitas falsas para comprar medicamentos que seriam utilizados para fabricar drogas ou para consumo direto, segundo informou o órgão de polícia criminal.
Uma mulher espanhola foi detida em Badajoz, suspeita de ter vendido os seis filhos, com idades entre um e 11 anos, a outras famílias. Duas das crianças, de um e três anos, foram localizadas em Portugal e encaminhadas para instituições de acolhimento.