TIRA A BURCA, CARAMBA!

Explicar as razões da proibição da burca tem toda a dificuldade de demonstrar o que é óbvio.
Podemos dizer que a cara tapada oculta muita coisa. Referir casos de terrorismo e de criminalidade de direito comum. Há uns anos, pela ilha de Lesbos (que deve ser a preferida das manas Mortágua), passou uma torrente de “refugiados”. Foram detetados nada menos de 70 homens usando burca. Falta saber quantos terão passado despercebidos.

Diremos que a imposição da burca é uma violência. Obriga as mulheres a ocultarem-se na íntegra. É a submissão ao marido, mais do que ao pai. Além das razões sanitárias. Nomeadamente, as portadoras sofrem de osteoporose, por privação de sol. Claro que as reações extremas não podiam fazer-se esperar. Algumas dizem que terão de ir para outro país. Vários perguntam: Já alguém viu mulheres de burca? Este vosso amigo já viu três, no metro do Porto. E as fronteiras estão abertas.

Os paradoxos dos que se opõem à Lei não deixam de ser curiosos. Vários, dizem que é irrelevante; mas afirmam que mulheres irão ser fechadas num gueto. Todas as ferozes opositoras dum “dress code” menos revelador, nas empresas e nas escolas, gritam a favor do tapamento integral das muçulmanas.

A “historiadora “Raquel Varela convoca manifestação contra o patriarcado, em defesa das mulheres afegãs. Palavra de ordem: “Não nos atirem burcas para os olhos”(?) Ilustração do
cartaz? Mulheres de burca. Sem grande surpresa, a articuleira não conseguiu apresentar fundamentação coerente. A manifestação é contra os que querem impedir a burca e contra os que a querem impor! esclarece.

“É de uma enorme hipocrisia lançar a questão da burca quando isso é completamente irrelevante em Portugal”, afirmou. Sublinhando que a medida serve apenas para mascarar políticas que afetam milhões de trabalhadores.
Está-se mesmo a ver.! Um governo proíbe o uso de um véu que cobre todo o rosto, para afetar milhões de trabalhadores! Sendo que as “trabalhadoras” eventualmente afetadas, não usam nem pensam usar a burca. E que, segundo a própria comentadeira, o número das utentes é “irrelevante”.

Não se pode dizer que tenham junto multidões. “Várias dezenas em Lisboa!”: anuncia a imprensa favorável. Realmente, participavam mulheres com véu e algumas com burca. Mal sabiam falar inglês. “Cerca de meia centena no Porto”. Em Braga, eram mais os jornalistas do que os manifestantes.

Já a cronista Eugénia Galvão Teles no persistente “Expresso”, aparenta alguma coerência. Como muito boa gente residente em torre de marfim, rejeita que haja islamismo em Portugal. E repete que o número de utentes de burca é irrisório.
Prossegue, afirmando que a mulher portadora de burca não deverá ser multada. Pois, se é obrigada, não é responsável pelo ato. Ao que sabemos da filosofia, os silogismos eram usados pelos “sofistas”. Com um encadeamento formalmente lógico, demonstravam ou tentavam demonstrar os maiores disparates.

O raciocínio formal da autora é imediatamente desmontável. Se quem usar a burca obrigado não for multado, significa que alguém forçou essa mulher. Logo, está a reconhecer que há islamismo em Portugal. Pois os islamitas sentem-se com autoridade suficiente para impor a burca. E esse alguém, homem ou mulher, é que deverá ser multado e acusado de violência doméstica.

Caso o porte não seja imposto, significa que essas mulheres a usam porque querem. Logo, são multáveis. Implica a existência de mentalidade islamita suficiente nessas mulheres para se taparem totalmente. Eventualmente, para sujeitarem as filhas e netas á mutilação genital feminina.

Já sabemos que a apresentadeira Júlia Pinheiro se considera uma excelente jornalista. E foi usando dessa qualidade convencida que entrevistou, mais uma vez, o polémico André Ventura.
Como boa esquerdista chique, atacou a proibição do uso da burca. Dizendo o habitual, que é estatisticamente irrelevante. Afirma que, o que tem lógica “é eu fazer o que me apetecer”. O velho princípio de esquerda “liberal”: o direito total de todos, para fazerem tudo.

O candidato presidencial respondeu que o utente da burca pode ser uma mulher, ou homem, terrorista ou criminoso de direito comum. A burca “coisifica “a mulher que a porta. Desaparece como pessoa perante o homem que a impõe. Que um país europeu não pode tolerar essa sujeição da mulher.

No seu desvario, a jornaleira colocou uma questão ao entrevistado que vem fundamentar a posição deste! Quis que este imaginasse a posição duma mulher num país em que se usasse a burca. Se uma mulher se recusasse a portá-la, seria ou não discriminada pelas outras? Nem tudo lembra. A resposta do líder poderia ter sido: é isso mesmo que queremos evitar em Portugal.! Que tragam esses problemas com eles.

A entrevistadeira, em seguida, comparou a mutilação genital feminina, excisão, á circuncisão masculina. Talvez se tenha apercebido da figura que estava a fazer.” Foi uma provocação” – declarou, forçando o sorriso. Realmente, nada se perdia se a Júlia Pinheiro usasse uma burca. Tal como várias das nossas conhecidas feministas, por expo. Ana Gomes e Isabel Moreira.

Segundo a advogada Rita Garcia Pereira, a proibição é inconstitucional. Pois pratica discriminação religiosa. Desconhecemos se a distinta jurista é familiar e em que grau, do conhecido líder maoísta António Garcia Pereira. (Sim, aquele apoiante do MAO que pedia a pena de morte para os “traidores”).

Dá vontade de arriscar uma sugestão. A ilustre colega, quando puder, pergunte ao presumido familiar se no regime do camarada MAO, as muçulmanas da China podiam usar burca. (Aliás, nem podiam ser muçulmanas). Caso seja uma coincidência de nomes, é favor ignorar esta sugestão.

Dois comentários no FB chamam a atenção pelo nível de delírio que atingem. Uma opositora diz “agora proíbem a burca. Depois, vão proibir os decotes, as minissaias e os calções. “Quando é exatamente ao contrário. Nos países em que se usa a burca, é impensável usar roupa que mostre parte do corpo.

Outra revoltada disse: “Eu vou andar de burca. Quero ver quem é que me vai despir e açoitar. “Até poderá desconhecer que os castigos corporais foram proibidos em Portugal desde o Código Penal de 1852 e substituídos por penas de prisão ou multa. Mas deveria ter a noção de que esse procedimento que ela pretende desafiar é praticado, exatamente, nos países onde é obrigatória a burca. Pois nos países muçulmanos, suficientemente modernos para proibirem o uso da burca, não são praticados.

No entanto, o pico do descontrolo foi parlamentar. O deputado PS Pedro Delgado Alves, declara, vibrante, que é contra o uso da burca. E acusa a “extrema-direita” de querer usar esta lei para atacar comunidades que não usam a burca! Mas, se essas comunidades (por expo, os hindus) não usam a burca, em que podem ser afetadas por esta lei? Apanham por arrasto?

Perante as imprecações do CHEGA, revolta-se.” Não se exaltem, caramba! As pessoas merecem mais do que isto, caramba!” Por merecerem mais, é que o CHEGA defende a proibição da burca.

“As crianças que vão ser ostracizadas por serem doutra fé, não merecem isto! Caramba!”. Aqui podemos questionar: em que é que proibir a burca vai fazer com que crianças muçulmanas, hindus, siques e budistas sejam ostracizadas? Só se as famílias insistirem em não abdicar de que a pequena Alia leve a burca para a escola básica em Benfica. E que a mãe, Rashida, faça questão de a acompanhar, usando a burca, também.

E qual a maneira de proteger essas crianças que irão ser segregadas? Deixarem de ser “Mohamed”, “Vixnu” e “Gagandeep Sinhg”, passando a escola a chamar-lhes “Manuel”, “Vítor” e “Gonçalo Silva” para disfarçar?
“É usada para atacar outras forças políticas”, insiste o socialista. Só se for por essas forças defenderem a burca. “Não é fazendo proibições que se consegue! “Vai querer deixar usar, até que se fartem!” É com educação!”. Vêm-se os resultados dessas educações em França, Reino Unido, Alemanha…

“As poucas mulheres que usem vão ficar em casa.
” lamenta. Aí, voltamos ao mesmo: se vão ficar em casa, é porque poucas ou muitas, há portadoras e quem imponha. Uma questão que se impõe é esta: se é irrelevante, se são tão poucas as mulheres que usam a burca, voluntária ou forçadamente, qual a razão desta rejeição tão veemente? Será porque a esquerda, nomeadamente feminista, odeia por tal forma o viver tradicional da Europa que prefere importar um sistema muito mais” patriarcal”? Ou, por motivos práticos, porque sabe que os imigrantes são um eleitorado substituto, sem o qual não sobreviverá?
É o desvario da defesa da liberdade de impor. Dá vontade de responder ao deputado socialista: Caramba! Já CHEGA!

Artigos do mesmo autor

O conhecido Pacheco Pereira desafiou André Ventura para um debate sobre o 25 de Abril. Achando, dada a sua fama de historiador, que o líder patriota se iria amedrontar. Ou que, caso se atrevesse a aceitar, seria, obviamente, esmagado. Para grande azar do maoísta, Ventura aceitou. Mais concretamente, concordando em como seriam debatidos os presos […]

Dissemos já que muita gente entrou em negação com as legislativas. Uma das soluções consiste em negar a relevância eleitoral ao CHEGA. Muitos houve, do lado “direito”, que não se conformaram com a realidade de parte do eleitorado de Direita, ter um partido no qual votar. Falamos no monárquico Miguel Esteves Cardoso. Segundo ele, os […]

Pouco antes dos tumultos de Outubro, numa conversa de vestiário, discutíamos a actividade do CHEGA. “Não está a conseguir…” Um filosófico, candidato a cinto negro, disse “Têm de falar em problemas reais!” Pois a história da “gémeas” estava a começar a cair na monotonia. Este vosso amigo perguntou, então, quem sabia da proposta populista, da […]