Duas estudantes violadas na Queima das Fitas de Coimbra

PJ investiga duas violações de estudantes nas imediações da Praça da Canção. Organização anunciou reforço da segurança e da iluminação após os casos.

© Facebook da PJ

A organização da Queima das Fitas de Coimbra reforçou a segurança e a iluminação nas imediações do recinto depois de duas estudantes da Universidade de Coimbra terem denunciado alegadas violações durante a madrugada de segunda-feira.

Segundo avançou o Diário de Coimbra, as vítimas são duas jovens, de 20 e 22 anos, que terão sido atacadas em zonas próximas da Praça da Canção, local onde decorrem os concertos e os principais eventos noturnos da festa académica.

A Polícia Judiciária de Coimbra confirmou entretanto ter recebido “duas participações distintas de denúncia de violação” durante a noite de segunda-feira, sublinhando que os casos estão a ser investigados e que, para já, “não há qualquer relação entre eles”.

De acordo com o Diário de Coimbra, uma das jovens deslocou-se aos Hospitais da Universidade de Coimbra para denunciar o crime de que foi vítima. A outra estudante terá pedido ajuda a um elemento policial que se encontrava nas proximidades do recinto, recebendo assistência médica pouco depois.

As denúncias geraram preocupação no seio da academia e levaram a organização da Queima das Fitas a anunciar medidas imediatas de reforço da segurança.

Em comunicado, a comissão organizadora afirmou ter existido “um reforço da segurança e iluminação em vários pontos do recinto”, condenando os episódios denunciados pelas jovens estudantes.

A Polícia Judiciária encontra-se agora a realizar diligências e perícias para tentar identificar os alegados agressores, com base nos testemunhos recolhidos, exames médicos e restantes elementos de prova.

As autoridades recordam ainda que eventos de grande dimensão, como a Queima das Fitas, implicam grande concentração de pessoas e consumo excessivo de álcool, circunstâncias que podem aumentar situações de vulnerabilidade, embora a PJ sublinhe que as investigações ainda decorrem e que os contornos dos casos continuam por apurar.

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