CHEGA junta-se a pais e alunos do Ensino Especial: “O Governo está a falhar às crianças que mais precisam”

O receio de encerramento de colégios de ensino especial levou dezenas de pessoas à porta do Ministério da Educação. Entre os manifestantes estiveram os deputados do CHEGA Maria José Aguiar e Rui Cardoso, que expressaram solidariedade para com as famílias e exigiram uma resposta imediata do Executivo.

© Folha Nacional

Mais de meia centena de professores, pais, alunos e profissionais do ensino especial concentraram-se esta manhã junto ao Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI), em Lisboa, numa manifestação marcada pela indignação e pelo receio de que o próximo ano letivo possa começar sem respostas para centenas de crianças com necessidades educativas específicas.

Entre apitos, palavras de ordem e cartazes exigindo justiça para o setor, os manifestantes deixaram uma mensagem clara ao Governo: sem financiamento adequado não há inclusão, não há igualdade de oportunidades e não há futuro para muitos destes alunos.

Os colégios de ensino especial, que recebem crianças e jovens encaminhados pelo Estado por não encontrarem na escola pública as respostas de que necessitam, alertam para uma situação financeira cada vez mais insustentável. Os responsáveis garantem que os apoios atribuídos permanecem desajustados à realidade atual, agravada pelo aumento dos custos de funcionamento, dos salários e das exigências técnicas associadas ao acompanhamento destes alunos.

A manifestação contou também com a presença dos deputados do CHEGA Maria José Aguiar e Rui Cardoso, que se associaram ao protesto e ouviram diretamente as preocupações de pais, professores e direções escolares.

Para o partido, a situação representa mais um exemplo de um Estado que proclama a inclusão nos discursos, mas que falha quando chega o momento de garantir os meios necessários para a concretizar.

Entre os participantes encontrava-se uma mãe que acompanha diariamente o percurso do filho numa instituição de ensino especial. Com visível preocupação, confessava recear que o estabelecimento deixe de conseguir assegurar a resposta educativa de que a criança necessita. Uma realidade que, segundo os manifestantes, poderá repetir-se em vários pontos do país caso nada seja feito.

Os deputados do CHEGA defenderam que o financiamento do ensino especial deve ser tratado como uma prioridade nacional e não como uma despesa secundária sujeita a sucessivos adiamentos. Segundo a visão do partido, um país que falha na proteção dos mais vulneráveis está a comprometer o seu próprio futuro.

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