PSD diz que problemas com exames nacionais não justificam “alarido da oposição”

O líder parlamentar do PSD considera que a recalendarização dos exames nacionais "não justifica" o "alarido da oposição" e assegura que os sociais-democratas vão continuar a dialogar com o CHEGA e com o PS.

© D.R.

Em declarações à agência Lusa a propósito do debate sobre o estado da Nação, que decorre na quinta-feira no Parlamento, Hugo Soares considerou que “quem não tiver o que apontar à análise global do estado da nação provavelmente vai usar esse tipo de casos e de circunstâncias pontuais”, como a polémica em torno da correção dos exames nacionais – que levou na terça-feira o Ministério da Educação a alargar o prazo para correção – ou as suspeitas em torno de obras do ministro da Administração Interna.

O secretário-geral do PSD admitiu que a novidade do processo de digitalização dos exames nacionais do ensino secundário trouxe “algumas dificuldades”, e manifestou “total solidariedade e compreensão pelos transtornos” criados.

E deixou críticas à oposição: “Estamos a falar de um atraso de três dias face àquilo que estava previsto [para a divulgação das notas]. Não me parece, com toda a franqueza, com muita humildade, que se justifique este alarido que os partidos da oposição quiseram montar à volta desta circunstância”, apontou.

O secretário-geral do PSD acusou ainda os restantes partidos de aproveitarem este caso para “tentar manchar a imagem” do ministro da Educação, argumentando que Fernando Alexandre “tem a respeitabilidade quer dos portugueses, quer da comunidade escolar”.

Hugo Soares defendeu que a digitalização dos exames nacionais do ensino secundário “é uma transformação importante para o sistema educativo, que visa mais justiça, mais igualdade para os estudantes e visa facilitar a vida dos professores”.

Numa análise global à situação do país, Hugo Soares defendeu que, quer o país, “quer as pessoas, que é o que verdadeiramente importa, estão melhores”.

O social-democrata considerou que o Governo e o PSD têm “demonstrado todas as semanas” uma “grande capacidade de governação” e defendeu “que o país quer que esta legislatura vá até o fim”.

O secretário-geral do PSD considerou também que a “estabilidade política é um bem em si mesmo” e comprometeu-se a trabalhar “com humildade e com muita capacidade de diálogo para que isso possa acontecer”.

Hugo Soares disse também que os sociais-democratas vão “continuar a conversar quer com o PS, quer com o CHEGA” e que a AD – coligação PSD, CDS – está a cumprir o mandato que lhe foi dado pelos eleitores nas últimas eleições legislativas, em maio de 2025.

Últimas do País

PJ intercetou uma encomenda proveniente dos Países Baixos que escondia drogas sintéticas. Suspeito, de 36 anos, é acusado de revender estupefacientes através das redes sociais.
Dezenas de investigadores estão hoje concentrados num protesto em Lisboa para exigir o fim da precariedade e melhores condições de trabalho.
O líder parlamentar do PSD considera que a recalendarização dos exames nacionais "não justifica" o "alarido da oposição" e assegura que os sociais-democratas vão continuar a dialogar com o CHEGA e com o PS.
Direção-Geral da Saúde registou 292 casos em 2025. Sete em cada dez vítimas foram mutiladas antes dos nove anos de idade.
A GNR chama a atenção para a importância da manutenção preventiva dos pneus e apela a todos os condutores para que, antes de iniciarem as suas viagens, verifiquem o estado geral dos seus veículos.
O CHEGA apresentou um projeto de resolução que recomenda ao Governo português que proponha, junto do Conselho da União Europeia, a inclusão do Primeiro Comando da Capital (PCC) na lista de organizações terroristas da União Europeia.
A Câmara Municipal de Almada anunciou hoje novos cortes no abastecimento de água em diversas zonas do concelho, entre as 22:00 e as 06:00, no âmbito da estratégia do município para restabelecer as reservas e normalizar a distribuição.
A GNR deteve esta terça-feira oito homens e três mulheres, com idades entre os 20 e os 60 anos, por suspeitas de tráfico de droga, e apreendeu heroína, haxixe, canábis e metadona, nos concelhos de Castro Verde e Beja.
O presidente do CHEGA considera que Luís Montenegro perdeu o controlo do Governo, acusa-o de não assumir a autoridade que o cargo exige e garante levar o caso do ministro da Administração Interna ao Presidente da República, que já aceitou o pedido de audiência do CHEGA.
Os incêndios rurais em 2025 elevaram a área ardida para 98% da extensão prevista até 2030 pelo Programa Nacional de Ação (PNA) desenhado pelas autoridades, alerta associação.