GNR: Homem detido em Oeiras por diversas burlas cometidas em todo o país

A GNR deteve um homem em Oeiras, por ser suspeito de diversos tipos de burla em todo o território nacional, entre os quais passar-se por familiar ou amigo de terceiros para obter dinheiro ou usar alojamentos sem pagar.

© GNR

À Lusa, o major Tiago Meireles, do Comando Territorial da Guarda Nacional Republicana (GNR), explicou que o homem, de 59 anos, foi detido no âmbito de um inquérito que decorria há cerca de 15 meses, após ter sido denunciado por burla, em que se fazia passar por um familiar de outra pessoa, solicitando quantias em dinheiro através de um esquema fraudulento.

De acordo com o major da GNR, a investigação “ainda decorre” podendo ainda vir a “serem apurados mais crimes” praticados pelo mesmo suspeito.

Para já, foi possível apurar que, entre março de 2025 e julho de 2026, o suspeito contactava “presencialmente e por via telefónica” diversas vítimas, fazendo-se passar por familiar ou conhecido, pedindo “quantias em dinheiro através de um esquema fraudulento, causando prejuízos patrimoniais”.

A GNR conseguiu ainda apurar que o suspeito “utilizava quartos de hotéis e estabelecimentos similares com a intenção de não efetuar o pagamento dos serviços prestados”.

A área de atuação do homem “não está circunscrita a um concelho” em específico, tratando-se de “crimes com expressão nacional”, precisou Tiago Meireles.

“A investigação iniciou-se com burla de falso familiar e é espoletado um conhecimento de outros crimes”, frisou.

No comunicado hoje divulgado, a GNR explicou que, na sequência da investigação, foi dado cumprimento a um mandado de detenção, no concelho de Oeiras, a um mandado de busca domiciliária, no concelho de Valença, e a um mandado de busca a um veículo.

Ao suspeito, as autoridades apreenderam um telemóvel e três cartões SIM.

O detido foi presente no Tribunal Judicial de Vila Nova de Foz Côa, tendo-lhe sido aplicadas as medidas de coação de apresentações bissemanais no posto policial da área de residência e proibição de se ausentar do território nacional, com obrigação de entrega do passaporte.

O homem ficou ainda proibido de permanecer alojado em hotéis, residenciais e estabelecimentos similares.

A GNR alertou ainda para a “importância de confirmar a identidade de quem solicita dinheiro ou outros pagamentos”, sobretudo quando os contactos são inesperados ou invocam situações de urgência.

“Em caso de suspeita de burla, os factos devem ser comunicados às autoridades”, aconselha a GNR na nota.

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