Pedro Pinto encosta ministro à parede: “Quem protege professores e alunos da violência nas escolas?”

O líder parlamentar do CHEGA exigiu explicações a Fernando Alexandre sobre a segurança nas escolas e questionou as respostas do Governo perante as agressões a professores, alunos e auxiliares.

© Folha Nacional

Perante o ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, o líder parlamentar do CHEGA, Pedro Pinto, exigiu esta quarta-feira respostas para um problema que, afirmou, está a afetar professores, alunos e auxiliares: a violência nas escolas.

“Há um drama nas escolas de que ninguém quer falar”, afirmou Pedro Pinto, no Parlamento.

“Professores, alunos e auxiliares são agredidos”, alertou, antes de confrontar diretamente o ministro com as medidas adotadas para garantir a segurança da comunidade escolar.

“O que foi feito para proteger os professores, auxiliares e alunos da violência?”, questionou.

Pedro Pinto destacou ainda uma duplicação das ocorrências relacionadas com armas e um aumento de 114% dos casos de vandalismo nas escolas.

“Conseguem comer e dormir por 300 euros?”

Da violência, o líder parlamentar do CHEGA passou para outro dos problemas que continuam a marcar o arranque do ano letivo: a falta de professores.

Pedro Pinto recordou as promessas de garantir docentes a todos os alunos e traçou um paralelo entre os compromissos assumidos pelo Governo de Luís Montenegro e os anteriormente feitos pelo Executivo de António Costa.

Nas críticas à política educativa dos anteriores governos socialistas, classificou ainda João Costa, antigo ministro da Educação, como “o pior ministro da história”.

Pedro Pinto apontou depois para as dificuldades enfrentadas pelos professores colocados longe da sua área de residência, questionando a dimensão dos apoios concedidos a quem é obrigado a trabalhar a centenas de quilómetros de casa.

Perante situações de docentes deslocados cerca de 200 quilómetros e com apoios na ordem dos 300 euros, deixou uma pergunta ao ministro:

“Conseguem comer e dormir por 300 euros?”

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