“Os indicadores qualitativos relativos à reabilitação urbana evidenciaram, em agosto de 2026, uma evolução diferenciada, com o índice do nível de atividade a registar uma ligeira redução, enquanto o índice da carteira de encomendas manteve uma evolução positiva face ao período homólogo”, refere a Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas Nacional (AICCOPN).
Assim, o índice do nível de atividade registou uma variação homóloga negativa de 0,5%, enquanto o índice da carteira de encomendas apresentou um crescimento de 2,9% relativamente a agosto de 2025.
Relativamente à produção contratada, as empresas indicaram, em média, 9,4 meses de atividade assegurada a um ritmo normal de execução, abaixo dos 10,8 meses registados em agosto de 2025.
Quanto aos dados relativos ao licenciamento de obras de reabilitação, continuaram a evidenciar uma evolução negativa.
De acordo com a informação disponibilizada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), até ao final de agosto foram licenciadas 3.380 obras de reabilitação, menos 14,3% face ao período homólogo.
A AICCOPN detalha que esta redução se registou quer no número de obras licenciadas nos edifícios residenciais, que diminuiu 12,5%, quer nos não residenciais, onde recuou 19,3%.
A associação ressalva, contudo, que as estatísticas do licenciamento abrangem apenas as operações sujeitas a controlo prévio municipal, não refletindo a totalidade das intervenções de reabilitação efetivamente realizadas.