A fatura continua a crescer. Pelo segundo ano consecutivo, o Estado está a gastar mais com exames, análises e tratamentos prescritos pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS), mas realizados por prestadores privados ou do setor social.
Só entre janeiro e junho deste ano, a despesa com meios complementares de diagnóstico e terapêutica (MCDT) realizados através da rede convencionada atingiu os 735 milhões de euros.
O valor representa um aumento de 8% face ao mesmo período de 2025 e de 18% em comparação com 2024, confirmando a trajetória de crescimento dos encargos do Estado com estes serviços.
Nesta despesa estão incluídas, entre outras prestações, análises clínicas, exames de diagnóstico e sessões de fisioterapia. Os cuidados são prescritos no SNS, mas realizados por entidades externas com as quais o Estado mantém acordos.
A Federação Nacional dos Prestadores de Cuidados de Saúde (FNS) explica o aumento da despesa sobretudo pelo crescimento da atividade. Segundo a entidade, estão a ser realizados “muitos mais exames”, apesar de o custo médio real de cada prestação estar a ser “comprimido”.
Isto significa que o aumento da fatura não resulta necessariamente de cada exame estar mais caro. O Estado está, sobretudo, a pagar um número cada vez maior de atos realizados fora da rede pública, fazendo subir a despesa global com a rede convencionada.