O presidente do CHEGA, André Ventura, criticou esta quarta-feira, no Parlamento, a proposta do Governo para alterar as regras do arrendamento, apontando o aumento das rendas e as dificuldades das famílias em suportar os custos da habitação.
“Nos últimos seis anos, as rendas dos portugueses subiram descontroladamente”, afirmou o presidente do segundo maior partido, questionando de seguida as alterações propostas pelo Executivo: “E agora temos uma lei que continuará a aumentar [as rendas] sem fim?”
As declarações foram feitas no mesmo dia em que foram conhecidos novos dados sobre o mercado de arrendamento. No segundo trimestre deste ano, a renda mediana dos novos contratos atingiu 10,17 euros por metro quadrado, mais 10,2% do que no mesmo período do ano anterior.
Ventura referiu as dificuldades sentidas por trabalhadores e famílias para encontrar ou manter uma habitação compatível com os seus rendimentos.
“Também queremos direitos para quem se mata a trabalhar neste país” e quer conseguir pagar uma casa, afirmou, referindo ainda a existência de “homens e mulheres que não conseguem pagar a sua casa”.
Para o líder da oposição, a habitação é atualmente uma área “central e sensível para os portugueses”, considerando que existem problemas que afetam tanto arrendatários como proprietários.
Ventura referiu também situações de pessoas que tiveram de mudar de residência por motivos profissionais e que, perante o aumento das rendas, perderam estabilidade habitacional.
Por fim, o líder do CHEGA afirmou ainda que as casas disponíveis devem ser efetivamente ocupadas por quem necessita de habitação e considerou que o Governo não tem conseguido dar uma resposta adequada nesta matéria.