Administração da Lusa acusada de esconder contratos ilegais aos deputados

O Parlamento pediu os contratos contestados pela entidade reguladora da profissão, mas recebeu uma minuta já alterada. A SÁBADO revela que existiam três contratos assinados com as cláusulas consideradas ilegais.

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O Conselho de Administração da Lusa está no centro de uma controvérsia relacionada com contratos de chefes de delegação que continham cláusulas consideradas ilegais e incompatíveis com o exercício do jornalismo pela Comissão da Carteira Profissional de Jornalista (CCPJ).

Segundo revela a revista SÁBADO, depois de o Conselho de Redação ter denunciado a situação no Parlamento, a 29 de setembro, deputados do PS e do CHEGA solicitaram à administração o envio dos contratos para análise parlamentar.

Contudo, em vez dos documentos originais, a administração remeteu uma minuta sem assinatura, já sem as disposições contestadas pela CCPJ. De acordo com a revista, pelo menos três contratos com as cláusulas em causa já tinham sido assinados.

A administração viria posteriormente a corrigir a informação enviada ao Parlamento, invocando um lapso. A explicação é contestada por fontes internas citadas pela SÁBADO, que questionam a diferença entre os contratos efetivamente celebrados e a documentação inicialmente entregue aos deputados.

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