Luís Peixoto Gomes, de 31 anos, conhecido nas redes sociais pelas alcunhas de “Turko” e “Sultão”, começa esta quarta-feira a ser julgado no Tribunal de Braga, acusado de tentar matar um jovem durante a Noite Branca, em setembro de 2025, avança o Correio da Manhã.
Natural e residente em Braga, o arguido responde por um crime de homicídio qualificado, na forma tentada, e outro de ameaça agravada. Em causa está um ataque com arma branca contra um jovem de 27 anos, que se tinha deslocado de Almada para assistir às festividades.
Os factos remontam à madrugada de 7 de setembro, por volta das 03h30, nas galerias do Centro Comercial de Santa Bárbara, onde se concentravam várias pessoas após o evento.
De acordo com a mesma fonte, a vítima encontrava-se acompanhada por um grupo de amigos quando um deles, que conhecia o arguido e os conteúdos publicados nas suas redes sociais, decidiu apresentá-los. Durante a conversa, revelou que o jovem era de Almada.
Segundo a acusação do Ministério Público, Luís Gomes começou a insultar e a ameaçar a vítima, dando origem a um confronto físico. A situação envolveu empurrões e agressões, tendo sido necessária a intervenção de várias pessoas para separar os dois homens.
Regressou dez minutos depois e desferiu sete golpes de navalha
Após o primeiro confronto, o arguido abandonou as galerias comerciais, mas regressou cerca de dez minutos depois, alegadamente “em estado de fúria” e munido de uma navalha.
De acordo com o Ministério Público, Luís Gomes desferiu pelo menos sete golpes contra a vítima, atingindo-a no tórax, nos braços e nos ombros.
Um dos golpes, no ombro direito, provocou um ferimento profundo que atingiu uma artéria, obrigando o jovem a ser submetido a uma cirurgia de urgência. A gravidade das lesões levou a um internamento de dez dias no Hospital de Braga, conta o Correio da Manhã.
Depois da agressão, o suspeito colocou-se em fuga, mas terá ainda ameaçado um dos amigos da vítima, avisando-o de que seria “o próximo”.
Ameaças nas redes sociais investigadas pelo Ministério Público
Luís Peixoto Gomes foi detido pela Polícia Judiciária de Braga cerca de um mês após os acontecimentos, durante uma operação realizada na sua residência, onde as autoridades encontraram uma plantação de canábis.
O arguido encontra-se em prisão preventiva desde novembro de 2025.