“Através da simulação desta relação conjugal, o suspeito procurava obter um título de residência, contornando, assim, a legislação vigente em matéria de entrada e permanência e regularização de estrangeiros em território nacional”, refere a PJ.
O homem, de 34 anos, já tinha sido “notificado para abandonar o país” e estava sinalizado no Sistema de Informação Schengen para “afastamento do Espaço Schengen, por já ter sido alvo de decisão de expulsão por parte das autoridades francesas”.
O Espaço Schengen é uma zona de livre circulação que abrange 29 países europeus e, de modo a “evitar os controlos de fronteira realizados nos aeroportos internacionais”, o suspeito viajaria de autocarro, usando documentação espanhola falsa.
“No decurso da detenção, foi apreendido um equipamento telefónico, que em muito contribuirá para o esclarecimento integral dos factos em investigação”, frisa a PJ.
O suspeito vai ser apresentado a tribunal para ser interrogado por um juiz e eventual aplicação de medidas de coação, por indícios da prática do crime de casamento de conveniência.
O inquérito é dirigido pelo Ministério Público de Lisboa e a operação foi realizada pela Unidade Nacional de Contraterrorismo da PJ.