Burlões infiltram números falsos na inteligência artificial e enganam quem procura ajuda para viajar

Uma fraude identificada pela Check Point está a espalhar contactos falsos de mais de 20 marcas de viagens, incluindo companhias aéreas e plataformas de reservas. Os números chegam às respostas da inteligência artificial e escaparam à deteção de 61 motores antivírus.

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A empresa de cibersegurança Check Point identificou uma campanha de fraude que recorre a números falsos de apoio ao cliente de mais de 20 marcas dos setores do turismo e dos transportes, aproveitando a confiança dos consumidores nos resultados das pesquisas na Internet.

Segundo avança o Jornal de Notícias, o esquema dirige-se sobretudo a passageiros que procuram assistência na sequência de voos cancelados, ligações perdidas ou atrasos nos reembolsos. Ao pesquisarem contactos de apoio ao cliente, os viajantes arriscam-se a encontrar números telefónicos controlados por burlões, apresentados como se pertencessem às empresas.

De acordo com a Check Point, os criminosos disseminam os contactos fraudulentos através de documentos PDF alojados em plataformas legítimas e de publicações nas redes sociais, conseguindo ainda que estes sejam reproduzidos em respostas geradas por inteligência artificial.

A investigação detetou números falsos em anúncios no Instagram, páginas do Facebook e resumos de pesquisa produzidos pela Meta AI. Foram igualmente identificados contactos fraudulentos em respostas geradas por inteligência artificial a pesquisas relacionadas com o serviço de apoio ao cliente da Booking.com.

A dificuldade em identificar a fraude constitui outro dos riscos assinalados. Segundo o jornal, nenhum dos 61 motores antivírus utilizados na análise sinalizou os ficheiros como uma ameaça. A explicação está no facto de os documentos não conterem código malicioso, mas sim informações falsas destinadas a induzir os utilizadores em erro.

Rui Duro, responsável da Check Point Software em Portugal, alerta que a presença de um contacto telefónico num resultado de pesquisa ou numa resposta de inteligência artificial não garante a sua autenticidade, recomendando aos consumidores que confirmem sempre os números através dos canais oficiais das empresas antes de partilharem dados pessoais, informações sobre reservas ou elementos de pagamento.

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Uma mensagem aparentemente inofensiva, enviada por um contacto conhecido, está a ser utilizada numa nova burla que circula no WhatsApp. O pedido para votar numa jovem candidata a uma bolsa de estudos inclui uma hiperligação fraudulenta que pode permitir aos criminosos assumir o controlo da conta e espalhar o esquema por outros contactos.
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