O presidente do CHEGA, André Ventura, manifestou esta segunda-feira, na Assembleia da República, o apoio do partido às declarações do procurador-geral da República (PGR) e à atuação da Polícia de Segurança Pública (PSP) durante as manifestações relacionadas com o direito à habitação.
Ventura considerou que a defesa do acesso à habitação é uma causa fundamental, mas rejeitou que possa justificar o incumprimento da lei. O líder da oposição acusou os manifestantes de desrespeitarem as regras e defendeu que os partidos que discordam da atuação das autoridades devem propor alterações legislativas, em vez de exigirem que a polícia deixe de aplicar a legislação em vigor.
O presidente do segundo maior partido apontou críticas ao PS e ao PCP, recordando que a legislação sobre manifestações remonta a 1974 e foi aprovada com a participação daqueles partidos. Acusou ainda alguns manifestantes de promoverem mensagens de ódio e de exibirem cartazes com ameaças dirigidas a membros do CHEGA.
Ventura criticou também o silêncio do Presidente da República sobre os acontecimentos, defendendo que o chefe de Estado deveria manifestar apoio às autoridades, sem prejuízo do desenvolvimento das investigações.
Sobre as eleições no Brasil, André Ventura afirmou que o CHEGA não encara favoravelmente a vitória de uma figura política que associa à corrupção, numa referência a Lula da Silva.
O líder do CHEGA levantou dúvidas sobre a transparência do processo eleitoral, mencionando questões relacionadas com os horários de funcionamento das urnas e alegadas ligações anteriores de um magistrado ao presidente brasileiro.
Perante estas reservas, Ventura defendeu que Portugal deve aguardar pela conclusão da verificação judicial do processo eleitoral antes de tomar uma posição sobre o reconhecimento dos resultados.
Para o presidente do CHEGA, a legitimidade de qualquer vitória eleitoral depende da transparência do processo, independentemente do candidato vencedor.