Utentes do distrito de Lisboa protestam junto ao Ministério da Saúde no sábado

©facebook.com/Muservicospublicos

O Movimento de Utentes de Serviços Públicos (MUSP) vai realizar no sábado um protesto junto ao Ministério da Saúde, mobilizando comissões do distrito de Lisboa na defesa do Serviço Nacional de Saúde (SNS), afirmou hoje à Lusa a organização.

Segundo Cecília Sales, da direção nacional do MUSP, estão garantidas as presenças das comissões de utentes de Alenquer, Azambuja, Lisboa, Loures, Sintra e Vila Franca de Xira.

“Defendemos o Serviço Nacional de Saúde”, afirmou a dirigente do movimento, que vê a rede pública de saúde como uma “conquista do 25 de Abril”.

O encerramento noturno e ao fim de semana das urgências pediátricas do Hospital Beatriz Ângelo, em Loures, no distrito de Lisboa, foi o mote para o protesto, com Cecília Sales a recear que a unidade regresse a um regime de parceria público-privada.

Perante a falta de investimento do SNS, foi decidido fazer “este protesto, o primeiro exclusivamente de utentes”, disse, recordando que já participaram em outras manifestações.

Ainda segundo Cecília Sales, o desinvestimento é uma “opção política” no Governo e traduz-se na dificuldade em fixar médicos nos serviços públicos de saúde, que acabam por reforçar o setor privado.

“As dificuldades vieram ao de cima após a pandemia” de covid-19, lamentou.

A manifestação tem início marcado para as 10:30 e os protestantes vão encontrar-se junto ao Ministério da Saúde, em Lisboa, com a expectativa de reunir cerca de 200 pessoas na iniciativa, anteviu Cecília Sales.

Últimas do País

O movimento Missão Escola Pública (MEP) rejeitou hoje “a diminuição das exigências de qualificação” para ensinar no 1.º ciclo, reagindo a uma proposta apresentada há dois dias pelo Ministério da Educação aos sindicatos de professores.
Um homem de 62 anos atacou outro com uma faca, atingindo-o no peito e tentando desferir novos golpes. A intervenção de pessoas que estavam no local impediu a continuação da agressão. O suspeito foi detido pela PSP e ficou em prisão preventiva.
O casal acusado de ter roubado, sequestrado e matado um homem de 80 anos em Aljustrel começa a ser julgado na terça-feira, segundo fontes judiciais.
Uma chamada de atenção pelo barulho na rua terminou numa agressão violenta em Miragaia, no Porto. Um morador foi atacado a murro, pontapé e com uma arma branca, ficando em perigo de vida. A Polícia Judiciária deteve três jovens, com idades entre os 17 e os 18 anos.
As listas de espera para operações continuam a aumentar no Serviço Nacional de Saúde. Em julho, mais de 284 mil pessoas aguardavam uma intervenção cirúrgica e cerca de uma em cada três já tinha ultrapassado o tempo recomendado. Médicos alertam para o sofrimento dos doentes e administradores hospitalares apontam falhas na gestão e na orientação do Governo.
A greve de hoje dos técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica da ULS Amadora-Sintra registou uma adesão elevada, atingindo os 80% e os 100% em vários serviços, segundo o presidente do sindicato do setor.
A Escola Básica de Ribeirão, em Vila Nova de Famalicão, está encerrada hoje e sexta-feira, na sequência de uma praga de pulgas, anunciou a diretora do agrupamento.
O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) registou mais de 6.700 casos suspeitos de acidente vascular cerebral (AVC) este ano, uma média de 26 situações por dia, números que têm vindo a aumentar desde 2024.
Profissionais das duas forças de segurança saem à rua na capital para reivindicar melhorias salariais e contestar as condições remuneratórias.
Portugal regista, em média, uma tentativa de homicídio com arma de fogo a cada 48 horas, de acordo com dados noticiados pelo Jornal de Notícias.