Apenas dois dos quase 40 heliportos em hospitais têm autorização

© D.R.

Apenas os heliportos dos hospitais Beatriz Ângelo (Loures) e Garcia de Orta (Almada), dos quase 40 existentes no país, estão autorizados a operar, revelou hoje a presidente da Autoridade Nacional de Aviação Civil (ANAC).

Tânia Cardoso Simões foi hoje ouvida na Comissão de Saúde da Assembleia da República, em Lisboa, após um requerimento do grupo parlamentar do PSD sobre o heliporto do Hospital de Lamego, tendo o deputado do PCP João Dias questionado a responsável sobre o panorama nacional dos heliportos hospitalares.

A presidente da ANAC começou por explicar que, segundo um diploma de 2010, os heliportos utilizados para operações de emergência médica, de combate a incêndios ou outros fins de proteção civil necessitam de uma autorização do regulador.

Nesse sentido, acrescentou, a ANAC fez um ofício circular a alertar os conselhos de administração dos hospitais para a falta de autorização para o uso daquelas infraestruturas.

A agência Lusa contabilizou 41 heliportos: três certificados ao serviço do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) e 37 são exclusivamente hospitalares, sendo que, destes, dois têm autorização. Há ainda um terceiro autorizado, no Aeródromo Municipal de Pombal, em Casalinho, utilizado não apenas para fins hospitalares.

Dos restantes 35, oito já tiveram autorização e caducaram, 18 nunca tiveram autorização mas estão publicados no manual VFR dos comandantes de aviação, quatro são novos e têm processos em andamento e cinco estão sem condições para operar.

Destes cinco, três foram encerrados pela ANAC e os restantes dois nunca efetuaram pedido de autorização.

Relativamente aos três heliportos que não se situam em hospitais mas são usados pelo INEM, e que por isso carecem de “certificação”, situam-se em Macedo de Cavaleiros (distrito de Bragança), Baltar, concelho de Paredes (distrito do Porto) e em Loulé (distrito de Faro).

Tânia Cardoso Simões diz “compreender” que as administrações hospitalares tenham “outras prioridades” para além dos heliportos e, por isso, “a própria ANAC está a entrar em contacto com os hospitais no sentido de os alertar” para estas situações.

“No ano passado, pela primeira vez, antes do início da época, estavam certificadas todas as bases para o dispositivo de combate aos incêndios, num trabalho conjunto com a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil”, assumiu.

Entretanto, a ANAC reuniu-se com o presidente do INEM para “serem sinalizados os [heliportos] que são prioritários”. Apesar de reconhecer que são todos prioritários, a responsável diz não ser possível dinamizar todos ao mesmo tempo, “por uma questão de recursos humanos”.

Neste sentido, a presidente da ANAC adiantou que “autorizados estão o Beatriz Ângelo, em Loures, o Garcia da Orta, em Almada, e o Casalinho, em Pombal (Leiria)”. Este último não é exclusivo para operações médicas, situando-se num aeródromo municipal.

Com autorização caducada, prosseguiu Tânia Cardoso Simões, estão as infraestruturas do Hospital de Vila Real, do Hospital de Cascais, do Hospital de Bragança, do Hospital Espírito Santo, em Évora, do Hospital do Espírito Santo, em Ponta Delgada [Açores], do Hospital da Guarda, do Hsopital de Braga e do Hospital de Vila Franca de Xira.

Destes, a presidente da ANAC esclareceu que “Vila Real não pediu nova autorização e já foi alertado que tem de o fazer” e na mesma situação estão “Bragança, Évora e Ponta Delgada”.

“Cascais tem não conformidades abertas para retificação. São questões de segurança, embora possam ser procedimentais”, especificou.

No que diz respeito à Guarda, o heliporto “não reúne condições, embora já tenha sido apresentado um pedido de autorização”. No entanto, acrescentou, existe “um novo projeto em desenvolvimento este ano”.

“Em tratamento” estão os casos de Braga e Vila Franca de Xira, assegurou.

Dos heliportos sem autorização e publicados em manual, ou seja, já estiveram a operar, fazem parte do manual VFR dos comandantes, mas nunca tiveram autorização ao abrigo da legislação de 2010, estão 18 hospitais.

“Alguns apresentaram já pedidos, na sequência do ofício, mas os processos estão mais atrasados [que o de Lamego, que está na fase final], mas em termos semelhantes nesta instrução processual de autorização”, justificou.

São eles: “Abrantes, Tomar, Torres Novas, Pero de Covilhã, [Santo André] Leiria, [Santa Luzia] Viana do Castelo, Mirandela, Portimão, [Padre Américo] Penafiel, [Pedro Hispano] Matosinhos, [São Teotónio] Viseu, Faro e Santa Maria da Feira”.

“Não apresentaram se quer pedidos Coimbra [Hospitais Universitários], (…) Santa Cruz [Carnaxide], Covões em Coimbra e Covões no Funchal [Madeira]”, acrescentou a responsável, que também incluiu nesta lista o Hospital de Santa Maria, em Lisboa.

“Santa Maria é uma situação um bocadinho especial, porque tem algumas limitações na infraestrutura para efeitos de certificação, mas está um projeto em curso que se espera que rapidamente se culmine”, disse.

Tânia Cardoso Simões enumerou também os “heliportos novos, alguns dos quais em obra quase terminada”, como os de Lamego, Santiago do Cacém e São João.

Sobre o Hospital Santos Silva, em Trás-os-Montes e Alto Douro, o heliporto está “em regularização, relativamente a alguns problemas de construção”.

“Heliportos sem autorização: o Hospital Pediátrico de Coimbra e o Hospital de Amarante, que não apresentaram qualquer pedido [de autorização] se quer, e Guimarães, Santarém e São Francisco Xavier”, concluiu.

Relativamente a estes cinco, fonte da ANAC esclareceu à agência Lusa que nunca abriram os heliportos do Hospital Pediátrico de Coimbra e de Amarante, tendo sido “encerrados pela ANAC os de Guimarães, Santarém e São Francisco Xavier”.

Últimas do País

Dezassete pessoas ficaram hoje desalojadas na sequência de um incêndio num quadro elétrico no prédio onde habitavam no concelho de Felgueiras, no distrito do Porto, disse fonte da proteção civil.
Dos nove arguidos suspeitos de associação criminosa visando o assalto a ourivesarias no Alto Minho, apenas uma mulher aceitou hoje falar no início do julgamento no tribunal de Viana do Castelo, negando os crimes que lhe são imputados.
O projeto de saúde mental “Let’s Talk About Children” (LTC), coordenado em Portugal pela Universidade de Coimbra (UC), pretende reduzir nos próximos anos a percentagem de jovens com sintomas depressivos, perturbações de ansiedade e problemas de comportamento.
A Liga dos Bombeiros alertou que os meios de socorro estão a ser acionados com base apenas na distância e avisou que nem sempre quem está mais perto é quem chega primeiro.
O imóvel do Hospital Dr. Nélio Mendonça, no Funchal, será vendido e a verba arrecadada servirá para apoiar a construção do novo Hospital Central e Universitário da região, anunciou hoje o presidente do Governo da Madeira, Miguel Albuquerque.
Cerca de 230 ocorrências relacionadas com o mau tempo, devido à passagem da depressão Ingrid, foram registadas hoje em Portugal continental entre as 00:00 e as 12:00, sobretudo queda de árvores e limpezas de via, revelou a Proteção Civil.
Cerca de 6.500 clientes da E-Redes estavam às 12:00 sem energia elétrica, em vários pontos do norte de Portugal continental, devido aos efeitos do mau tempo, disse à agência Lusa fonte da empresa responsável pela distribuição.
As Câmaras de Tondela, Vouzela, São Pedro do Sul e Tabuaço, no distrito de Viseu, decidiram encerrar as escolas durante a tarde desta sexta-feira, devido ao alerta de mau tempo, motivado pela depressão Ingrid.
Tentou travar uma rixa na rua e acabou esfaqueado com uma navalha escondida na manga. A vítima ficou em risco de vida. O agressor fugiu para o norte do País, mas foi capturado pela Polícia Judiciária.
Um homem de 38 anos foi detido hoje em flagrante delito por suspeita da prática do crime de pornografia de menores, no concelho de Sintra, no distrito de Lisboa, informou a Polícia Judiciária (PJ).