Igreja portuguesa reafirma “tolerância zero” a abusos e avalia nova organização interna

A Igreja Católica portuguesa reafirmou hoje “tolerância zero” aos abusos sexuais e admitiu que está a estudar o modo de enquadramento das estruturas diocesanas e nacionais que lidam com o fenómeno.

© Facebook/patriarcadolisboa

“A tolerância zero, a escuta das vítimas, a prevenção dos abusos, a formação e a promoção de ambientes seguros continuam a fazer parte das prioridades e do compromisso assumido pela Igreja em Portugal”, refere a direção da Conferência Episcopal Portuguesa, que esteve reunida hoje em Fátima em Assembleia Plenária extraordinária.

“No seguimento do trabalho desenvolvido nos últimos anos pela Igreja Católica em Portugal na área da Proteção de Menores e Adultos Vulneráveis”, a assembleia “analisou uma proposta relativa ao futuro enquadramento das estruturas diocesanas e nacionais que atuam no acolhimento, acompanhamento, formação e prevenção” destes casos, refere o comunicado, sem adiantar pormenores.

“Tendo em conta que vamos entrar numa nova fase, o diálogo e o processo de aprofundamento desta matéria prosseguirão com as estruturas atualmente em funcionamento, tendo em vista a definição da forma mais adequada de continuar esta missão”, referem os bispos, que também homologaram a composição das Comissões Episcopais e da Comissão Mista para o triénio 2026-2029.

Na nota hoje divulgada, os bispos católicos portugueses manifestaram o seu “profundo pesar” com a notícia do homicídio de Osório Citora Afonso, bispo de Quelimane (Moçambique).

“Neste momento de dor e luto, os bispos portugueses confiam o seu eterno descanso à misericórdia de Deus e expressam a sua proximidade fraterna à Igreja em Moçambique, à Diocese de Quelimane, aos seus familiares, amigos e a todos os fiéis que com ele partilharam o caminho da fé e do serviço à Igreja”, pode ler-se no comunicado.

Últimas do País

A Igreja Católica portuguesa reafirmou hoje “tolerância zero” aos abusos sexuais e admitiu que está a estudar o modo de enquadramento das estruturas diocesanas e nacionais que lidam com o fenómeno.
As horas extraordinárias dos médicos nas urgências acima do limite legal anual podem valer entre 45% e 85,5% do salário base, segundo o diploma hoje publicado e que também se aplica aos que integram o INEM.
Os abusos poderão ter ocorrido num terreiro no Seixal, espaço considerado sagrado no culto dos orixás — prática religiosa baseada na crença em divindades intermediárias entre o humano e o divino.
A Ordem dos Médicos recebe por mês entre quatro e seis queixas relacionadas com questões laborais, incluindo violência psicológica e assédio, tendo criado um gabinete que, segundo o seu coordenador, tem contribuído para o aumento das denúncias.
Recluso escondia canábis, anfetaminas e esteroides anabolizantes na cela. Tribunal concluiu que o material se destinava à venda dentro do Estabelecimento Prisional de Coimbra.
Investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) desenvolveram um estudo, a que a Lusa teve acesso, que associou a falta de vitamina C e A a sintomas de hiperatividade e défice de atenção.
As temperaturas vão subir a partir de sábado, sendo provável que se mantenham muito elevadas na próxima semana, com temperaturas que podem chegar aos 40 graus, ou ser superiores, em algumas regiões, segundo a meteorologista Maria João Frada.
A Polícia Judiciária (PJ) deteve hoje, em Lisboa, um homem suspeito de ter colaborado na fuga de cinco presos da cadeia de Vale de Judeus, em 2024, e apreendeu uma arma de fogo, anunciou aquela força policial.
A decisão da Câmara do Entroncamento, liderada pelo CHEGA, de cortar água e eletricidade a habitações municipais ocupadas ilegalmente desencadeou protestos de elementos da comunidade cigana junto aos Paços do Concelho. A autarquia garante que não recuará no combate às ocupações ilegais.
Cerca de duas dezenas de operacionais estão a combater um incêndio que deflagrou hoje à tarde num bar da praia do Dragão Vermelho, na Costa da Caparica, concelho de Almada, informou a Proteção Civil.