Lucros da Repsol caem 20% no primeiro trimestre para 1.112 milhões de euros

© Facebook/repsol

A petrolífera espanhola teve lucros de 1.112 milhões de euros entre janeiro e março, menos 20,1% do que no mesmo período de 2022, revelou hoje a empresa.

Esta diminuição de lucros da Repsol, que está presente em Portugal, coincidiu com uma diminuição média dos preços dos hidrocarbonetos (derivados do petróleo) de 20% comparando com o primeiro trimestre do ano passado.

A Repsol teve em 2022 lucros de 4.251 milhões de euros, um aumento de 70,1% comparando com os de 2021, que atribuiu, precisamente, ao aumento dos hidrocarbonetos.

Num comunicado divulgado hoje, a empresa sublinha que todas as áreas de negócio tiveram resultados positivos no primeiro trimestre deste ano, apesar do impacto da diminuição dos preços do crude na área de “exploração e produção”.

A Repsol destaca ainda o valor dos investimentos que fez entre janeiro e março, 1.726 milhões de euros, centrados sobretudo em Espanha e nos Estados Unidos.

A empresa prevê fazer investimentos recorde este ano de 5.000 milhões de euros, 35% dos quais em projetos de baixas emissões poluentes, no âmbito de um processo de transformação e descarbonização e com o objetivo de aumentar o “perfil multienergético”.

Últimas de Economia

O Banco Central Europeu (BCE) prevê que a inflação da energia atinja um pico no final de 2026 e diminua significativamente em 2027, foi hoje anunciado.
O valor mediano de avaliação bancária na habitação atingiu um novo máximo histórico de 2.254 euros por metro quadrado em agosto, mais 14 euros do que no mês anterior e 14,7% acima do mês homólogo de 2025, divulgou hoje o INE.
Os preços do gasóleo na União Europeia (UE) atingiram um novo máximo de 2,23 euros por litro, contra 2,16 euros na semana anterior, segundo uma análise da agência de notícias AFP aos dados nacionais publicados hoje pela Comissão Europeia.
A carga fiscal aumentou para 35,3% em 2025, face aos 35% registados no ano anterior, de acordo com a segunda notificação de 2026 relativa ao Procedimento dos Défices Excessivos divulgada hoje pelo INE.
A taxa de poupança das famílias recuou para 12,1% do rendimento disponível no segundo trimestre de 2026, face a 12,4% no trimestre anterior, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).
Os preços aumentaram 16,5% no segundo trimestre, enquanto o número de negócios caiu 6,4%. Endividamento dos particulares regista o maior crescimento anual desde 2008.
A economia da zona euro deverá crescer 1% em 2026 e em 2027, segundo as previsões da OCDE, que está mais otimista para este ano mas mais pessimista em relação ao desempenho da economia no próximo.
O Presidente do CHEGA alerta para o peso dos combustíveis no setor agrícola e acusa PS e PSD de incoerência na discussão sobre a redução dos impostos.
O preço dos combustíveis e lubrificantes para transporte pessoal na União Europeia (UE) aumentou, em agosto, 23,8% na comparação homóloga, após as subidas de 13,7% em junho e de 16,9% em julho, segundo o Eurostat.
A economia portuguesa cresce e emprega mais, mas continua a falhar onde mais conta para criar riqueza: no valor produzido por cada hora de trabalho. Em 2025, a produtividade portuguesa ficou em apenas 66,9% da média da União Europeia, abaixo do nível registado no início do século. A Business Roundtable Portugal alerta ainda para salários comprimidos, falta de investimento e dificuldades em reter trabalhadores qualificados.