Volume de novos créditos ao consumo sobe 2,5% em maio para 677,19 milhões

© D.R.

Os novos créditos ao consumo em maio somaram 677,19 milhões de euros, uma descida de 2,5% em termos homólogos, mas um crescimento de 23,0% em relação ao mês anterior, anunciou hoje o Banco de Portugal (BdP).
De acordo com os dados provisórios hoje divulgados pelo banco central sobre a evolução dos novos créditos aos consumidores em maio, os montantes de novos créditos pessoais subiram 23,4% em cadeia, para 297 milhões de euros, o automóvel 23,9%, para 265 milhões de euros, e os dos cartões e descoberto 19,9%, para 115 milhões de euros.

Em número de novos créditos, também foram registadas subidas em cadeia.

Em maio foram contraídos 74.014 créditos na categoria cartões e descoberto (subida de 10,9%), 43.289 créditos pessoais (+19,2%) e 17.555 créditos para compra de automóvel (+21,3%).

Do número total de novos contratos de crédito em maio, 5,7% foram contratos subvencionados, contra 4,5% em termos homólogos e 5,5% em abril.

“Os contratos de crédito subvencionados são celebrados entre a instituição de crédito e o consumidor, mas parte do custo do crédito é suportada por uma entidade terceira (por exemplo, o ponto de venda onde o consumidor adquire o bem financiado)”, explica o BdP.

Em proporção do montante total, estes créditos com subvenção representaram 7,6% em maio, contra 8,4% em abril e 6,0% em maio de 2022.

Últimas de Economia

A carga fiscal aumentou para 35,3% em 2025, face aos 35% registados no ano anterior, de acordo com a segunda notificação de 2026 relativa ao Procedimento dos Défices Excessivos divulgada hoje pelo INE.
A taxa de poupança das famílias recuou para 12,1% do rendimento disponível no segundo trimestre de 2026, face a 12,4% no trimestre anterior, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).
Os preços aumentaram 16,5% no segundo trimestre, enquanto o número de negócios caiu 6,4%. Endividamento dos particulares regista o maior crescimento anual desde 2008.
A economia da zona euro deverá crescer 1% em 2026 e em 2027, segundo as previsões da OCDE, que está mais otimista para este ano mas mais pessimista em relação ao desempenho da economia no próximo.
O Presidente do CHEGA alerta para o peso dos combustíveis no setor agrícola e acusa PS e PSD de incoerência na discussão sobre a redução dos impostos.
O preço dos combustíveis e lubrificantes para transporte pessoal na União Europeia (UE) aumentou, em agosto, 23,8% na comparação homóloga, após as subidas de 13,7% em junho e de 16,9% em julho, segundo o Eurostat.
A economia portuguesa cresce e emprega mais, mas continua a falhar onde mais conta para criar riqueza: no valor produzido por cada hora de trabalho. Em 2025, a produtividade portuguesa ficou em apenas 66,9% da média da União Europeia, abaixo do nível registado no início do século. A Business Roundtable Portugal alerta ainda para salários comprimidos, falta de investimento e dificuldades em reter trabalhadores qualificados.
As empresas comunicaram 407 despedimentos coletivos até agosto, o que representa um aumento de 13,4% face ao período homólogo, mantendo-se no valor mais elevado desde 2020, segundo os dados mais recentes divulgados pela DGERT.
O CHEGA apresentou um projeto de lei que pretende reforçar a proteção das famílias com crédito à habitação própria e permanente quando a prestação passa a representar uma parte muito elevada do rendimento mensal.
O líder do CHEGA, André Ventura, acusou este domingo o primeiro-ministro e o Governo de irresponsabilidade política e hipocrisia sobre o tema do IVA dos combustíveis, e pediu também ao PS que ponham a mão na consciência.