Em 6.750 partos apenas 24 grávidas foram transferidas para o privado

Nos cerca de 6.750 partos realizados entre 01 de junho e 10 de setembro na região de Lisboa e Vale do Tejo, apenas 24 grávidas foram transferidas para hospitais privados (0,13%), segundo dados hoje divulgados pela Direção Executiva do SNS.

© D.R.

Nos cerca de 6.750 partos realizados entre 01 de junho e 10 de setembro na região de Lisboa e Vale do Tejo, apenas 24 grávidas foram transferidas para hospitais privados (0,13%), segundo dados hoje divulgados pela Direção Executiva do SNS.

“Esta transferência em alturas de pico foi sempre muito reduzida, menos de 1%, o que significa claramente que o SNS cumpriu com a sua função, mesmo neste período mais complicado, e isto dá-nos, naturalmente, uma expectativa favorável para o futuro”, disse à agência Lusa o diretor executivo do SNS, lembrando que no âmbito da “Operação Nascer em Segurança no SNS – Verão 2023” foram celebrados acordos com três entidades privadas para servir de complemento.

Num balanço provisório da operação, Fernando Araújo afirmou que “foi um processo complexo em função das férias dos profissionais e em função de muitos outros problemas que aconteceram durante este período”, como greves, mas sublinhou que, “apesar disso tudo, a operação decorreu de forma muito tranquila e organizada”.

Segundo Fernando Araújo, a previsibilidade do ponto de vista dos locais abertos e a funcionar manteve-se de “forma muito robusta, o que dá, e deu, seguramente confiança às grávidas e segurança aos profissionais”.

“Apesar deste período mais exigente, pensamos que a resposta que foi dada pelos profissionais e pelas instituições garantiu seguramente cuidados de qualidade às grávidas e os números assim o demonstram, nomeadamente na região do Vale do Tejo [LVT], a região mais complexa, em que aumentou o número de partos que ocorreram no SNS”, declarou.

Entre janeiro e agosto, registaram-se em LVT 16.155 partos (excluindo os do Centro Hospitalar do Oeste, que tem o bloco de partos integrado no Centro Hospitalar de Leiria, pertencendo à região do Centro), mais cerca de 500 partos (+3,2%) face ao período homólogo de 2022.

Sobre como está a decorrer a concentração do serviço de Ginecologia/Obstetrícia do Hospital Santa Maria, que está a ser alvo de obras de ampliação, no Hospital São Francisco Xavier, em Lisboa, Fernando Araújo disse que não houve “nenhum problema do ponto de vista de resposta”, salientando o empenho dos profissionais de saúde.

“Alguns deles não concordavam com a solução, mas cumpriram sempre com o seu dever, estiveram sempre nas equipas e a responder com muita qualidade e, portanto, eu diria que neste momento, o processo de instalação no São Francisco Xavier está a decorrer de forma muito tranquila”, disse, sublinhando que neste momento a avaliação “é favorável”.

Questionado sobre se a saída anunciada de seis obstetras do Hospital Santa Maria pode complicar esta operação, Fernando Araújo afirmou que “o plano é robusto” e vai ser avaliado. “Vai ser preparado agora para os próximos meses, mas não nos parece que essas eventuais saídas poderão colocá-lo em causa”, referiu.

O diretor executivo do SNS realçou que os centros hospitalares Lisboa Norte (Santa Maria) e Lisboa Ocidental (São Francisco Xavier), “são instituições muito fortes, são serviços com uma história, com uma competência e com um saber dos profissionais que nos dá uma garantia que quando estão juntos, no caso, as respostas são sempre de enorme segurança, são sempre respostas diferenciadas”, nomeadamente nos casos mais complicados.

Também questionado sobre se a “Operação Nascer em Segurança” é para continuar, Fernando Araújo adiantou que está ser avaliado com as instituições como decorreu este período, ressalvando que as decisões da direção executiva “são sempre baseadas no envolvimentos e no diálogo com as instituições e os profissionais”.

“Portanto, a decisão que vier a ser tomada no final deste mês para esta nova fase do plano (…) será sempre uma decisão muito fundamentada, muito envolvida, para que depois, naturalmente, resulte no terreno como tem acontecido até agora”, disse Fernando Araújo.

Últimas do País

A greve nacional de hoje dos enfermeiros teve uma adesão de 71,5%, estando asseguradas pelos profissionais apenas situações urgentes, segundo os dados avançados às 12:30 pelo Sindicato de Enfermeiros Portugueses (SEP).
A PSP preparou um plano de contingência para os aeroportos de Lisboa e Faro para lidar com o aumento de passageiros durante a Páscoa, reforçando estas estruturas com mais polícias e postos de atendimento, revelou hoje aquela polícia.
Algumas das vítimas de abuso sexual na Igreja Católica já foram informadas por telefone da rejeição do seu pedido de compensação financeira, confirmou hoje fonte da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP).
O Projeto de Lei n.º 465/XVII/1.ª do CHEGA, de alteração ao regime jurídico da atividade de TVDE, foi esta sexta-feira rejeitado com votos contra do PS, Bloco e Iniciativa Liberal e a abstenção do PSD, CDS-PP e PCP.
A greve nacional de hoje dos enfermeiros registou níveis elevados de adesão em vários hospitais do país, levando ao encerramento de blocos operatórios e de partos, segundo um primeiro balanço do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP).
O CHEGA viu aprovado na Assembleia da República um projeto de lei que pretende impedir cirurgias de mudança de sexo em menores de idade.
Os produtores de leite afirmam estar a enfrentar um agravamento das condições económicas marcado pela descida do preço pago à produção, pelo aumento dos custos e pela rejeição de apoios ao investimento, revelou hoje um comunicado divulgado pela APROLEP.
O Tribunal Central Criminal de Lisboa agendou para 03 de junho deste ano o início do julgamento do processo Tempestade Perfeita, relacionado com suspeitas de corrupção em obras em edifícios do setor da Defesa.
O suspeito de crimes de pornografia de menores e abuso sexual de crianças detido pela Polícia Judiciária, na quarta-feira, em Castelo Branco, ficou em prisão preventiva, disse fonte judicial à agência Lusa.
Era para ser uma obra estruturante, mas já começou a falhar antes de sair do papel: o Governo deixou escapar mais de 100 milhões de euros da “bazuca” europeia no Hospital de Todos os Santos: um projeto com mais de 40 anos, custos a disparar e um preço final que continua por esclarecer.