Défice da zona euro recua para 2,8% e Portugal com 2.º maior excedente de 2,5%

Os défices da zona euro e da União Europeia (UE) recuaram, no terceiro trimestre de 2023, para os 2,8% do PIB, com Portugal a registar o segundo maior excedente (2,5%), segundo divulga hoje o Eurostat.

© D.R.

 

Nos 20 países da área do euro, o défice de 2,8% do Produto Interno Bruto (PIB) recuou quer face ao de 4,0% do trimestre homólogo, quer comparando com o de 3,0% registado entre abril e junho de 2023.

No conjunto dos 27 Estados-membros, a comparação é com um défice de 3,5% no terceiro trimestre de 2022 e com o de 3,0% na comparação trimestral.

Segundo os dados do serviço estatístico da UE, Portugal registou o segundo maior excedente orçamental no terceiro trimestre de 2023, de 2,5% do PIB, depois da Dinamarca (2,7%) e seguido pela Croácia (2,2%).

Os défices mais elevados, por seu lado, observaram-se na Eslováquia (-7,0%), seguida da Bulgária (-6,6%) e Hungria (-5,7%).

Últimas de Economia

O preço por litro da gasolina deverá subir cerca de cinco cêntimos e o de gasóleo deverá descer até um cêntimo na próxima semana, segundo as estimativas divulgadas esta sexta-feira pelo Automóvel Club de Portugal (ACP) e pela Anarec.
Os custos de construção de habitação nova terão aumentado 7,5% em agosto, em termos homólogos, tendo os materiais subido 7,1% e a mão-de-obra 8,0%, de acordo com uma estimativa divulgada esta sexta-feira pelo INE.
A presidente do Tribunal de Contas defendeu que reformas das finanças públicas não devem enfraquecer o controlo externo da despesa, para proteger as democracias.
A receita fiscal prevista para o próximo ano equivale a cerca de 7.350 euros por habitante, num cenário em que o Estado espera arrecadar mais dinheiro através dos impostos.
O Estado português prepara-se para arrecadar 70,67 mil milhões de euros em impostos no próximo ano, um novo máximo que representa mais 2,86 mil milhões de euros face à estimativa para 2026.
O presidente do CHEGA responsabiliza o Partido Socialista de abrir caminho a um Orçamento que, segundo afirma, vai agravar o custo de vida das famílias. O líder do CHEGA critica a ausência de reduções do IVA nos combustíveis e no cabaz alimentar e denuncia um “falhanço em toda a linha”.
O Governo prevê arrecadar 3.796 milhões de euros em 2027 com o imposto sobre os produtos petrolíferos e energéticos (ISP), mais 186 milhões do que o estimado para este ano, segundo a proposta de Orçamento do Estado para 2027.
André Ventura acusou o Governo de estar a penalizar os portugueses com a subida dos impostos e voltou a exigir uma redução do IVA nos combustíveis. “Os portugueses estão a sofrer, e não é pouco”, defendeu.
O cabaz alimentar composto por 63 bens essenciais monitorizado pela Deco Proteste voltou a subir 1,34 euros, fixando-se nos 255,56 euros, informou hoje a associação de defesa do consumidor.
O antigo ministro João Gomes Cravinho admitiu hoje que soube de forma "muito genérica" que o custo das obras no antigo Hospital Militar de Belém iria derrapar, mas ressalvou que nunca surgiu um "pedido de despesa suplementar".