Financiamento do Estado negativo em 8.900 milhões de euros até novembro de 2023

O financiamento das administrações públicas foi negativo em 8.900 milhões de euros até novembro de 2023, face a 600 milhões negativos no mesmo período de 2022, indicando que o Estado financiou outros setores da economia, segundo o BdP.

© D.R.

 

Um financiamento líquido negativo indica que as aquisições líquidas de ativos financeiros pelas administrações públicas foram superiores às emissões deduzidas de amortizações dos passivos, ou seja, as administrações públicas utilizaram parte dos fundos obtidos para financiarem outros setores da economia.

De acordo com os dados divulgados hoje pelo Banco de Portugal (BdP), as administrações públicas financiaram o exterior em 12.600 milhões de euros, através da amortização de títulos de dívida pública portuguesa detidos por não residentes e da aquisição de títulos emitidos por não residentes, principalmente, pelos fundos de segurança social.

Ao mesmo tempo, financiaram os bancos em 5.000 milhões de euros, pela amortização de títulos de dívida pública que se encontravam em carteira destas instituições e pelo aumento dos depósitos.

Em contrapartida, os outros setores residentes em Portugal, com destaque para as famílias, financiaram as administrações públicas em 8.700 milhões de euros, sobretudo através da aquisição de certificados de aforro.

Ainda segundo o BdP, o financiamento acumulado através de emissões líquidas de títulos foi negativo em 15.500 milhões de euros. Já o financiamento acumulado das administrações públicas através de empréstimos líquidos de depósitos foi de 6.600 milhões de euros.

O BdP atualiza os dados sobre o financiamento das administrações públicas em 21 de fevereiro.

Últimas de Economia

O cabaz alimentar composto por 63 bens essenciais monitorizado pela Deco Proteste subiu 2,18 euros na última semana, fixando-se nos 253,47 euros.
O ‘stock’ de empréstimos para habitação atingiu em junho 116,8 mil milhões de euros, o equivalente a uma taxa de variação anual de 10,9%, a mais alta desde fevereiro de 2003, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).
Gasóleo sobe nove cêntimos e gasolina até 3,5 cêntimos por litro. Portugal continua entre os países europeus onde abastecer custa mais caro, apesar das promessas de alívio fiscal.
O preço por litro de gasóleo deverá aumentar 9 cêntimos e o da gasolina subir 3,5 cêntimos na próxima semana, caso a tendência atual se mantenha, de acordo com a estimativa da ANAREC cedida à Lusa.
A oferta de casas para arrendar em Portugal recuou 22% no segundo trimestre, face ao período homólogo, para 40.716 imóveis destinados ao arrendamento de longa duração, segundo dados do portal 'online' de imobiliário Idealista.
A dívida pública da zona euro agravou-se, no primeiro trimestre, para os 88,9% do Produto Interno Bruto (PIB) e a da União Europeia (UE) para 82,9%, com Portugal a registar a quinta mais alta (91%), segundo o Eurostat.
O Estado continua sem conseguir recuperar milhares de milhões de euros em impostos. A dívida declarada incobrável atingiu um novo máximo de mais de 10 mil milhões de euros, sendo que apenas 20 mil devedores concentram quase dois terços desse valor.
Os encargos com o crédito à habitação continuam a aumentar. A taxa de juro implícita voltou a subir em junho e empurrou a prestação média para os 411 euros mensais. Nos novos contratos, as famílias já pagam, em média, 715 euros por mês, numa escalada que mantém a pressão sobre os orçamentos.
Os portugueses mostram-se favoráveis à redução da idade da reforma, mas traçam uma linha vermelha: a pensão não pode sofrer cortes. Um novo barómetro revela um apoio expressivo à proposta defendida pelo CHEGA, desde que o descanso antecipado não tenha custos no rendimento dos reformados.
O preço mediano de alojamentos familiares foi de 2.076 euros por metro quadrado (euro/m2) em 2025, representando um aumento de 16,8% face ao ano anterior, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), hoje divulgados.