26 Maio, 2024

A Melhoria da Mobilidade no Estuário do Tejo

© Folha Nacional

O estuário do Rio Tejo, onde se encontram as águas deste rio e do Oceano Atlântico, é um dos maiores estuários da Europa e o maior de Portugal. Devido à sua dimensão e condições de navegabilidade, serve, há mais de dois mil anos, de porto estratégico na Península Ibérica, já que permite a ligação do País a diversos pontos do mundo.

A nível interno os rios navegáveis sempre foram eixos de desenvolvimento e o transporte marítimo e fluvial foram sempre fundamentais para o transporte de bens e pessoas. Com o desenvolvimento da rodovia e da ferrovia, o transporte fluvial foi perdendo a sua expressão, estando reduzido a algumas ligações, ligações essas que não possuem grande conectividade com outros meios de transporte e neste caso em particular, na Península de Setúbal.

Atualmente existem cinco carreiras fluviais, nomeadamente:

  • Montijo – Cais do Sodré
  • Barreiro – Terreiro do Paço
  • Seixal – Cais do Sodré
  • Cacilhas – Cais do Sodré
  • Trafaria – Porto Brandão – Belém

A atual rede do Metro de Superfície na Península de Setúbal apenas faz ligação a uma estação fluvial (Cacilhas) e a duas estações ferroviárias (Pragal e Corroios) contrariamente ao prometido já desde 2008. A expansão da rede do Metro do Sul do Tejo interligado às restantes carreiras fluviais iria trazer um aumento significativo do número de utilizadores do transporte fluvial. Seria, do meu ponto de vista, uma aposta economicamente vantajosa e facilitadora na melhoria da mobilidade na Área Metropolitana de Lisboa, por ser mais cómoda, mais rápida e mais amiga do meio ambiente.

Deste modo, é imperativo desenvolver todos os esforços conducentes à expansão da rede de metro, até à Costa de Caparica, com a passagem pelo terminal fluvial da Trafaria. Com esta conexão, a ligação entre a zona ocidental de Lisboa e a linha de Cascais com a margem sul seria melhorada de forma concreta.

Em paralelo, é necessário que o Metro Sul do Tejo seja expandido até ao terminal fluvial do Seixal, passando pela estação ferroviária do Fogueteiro, devendo ser feita, numa fase posterior, uma ligação até Alcochete, passando pelo Barreiro, Moita e Montijo ligando assim todo o Arco Ribeirinho Sul.

É fundamental a conexão do transporte fluvial ao metro de superfície nas diversas estações fluviais para além da criação de estações fluviais nos concelhos da Moita e de Alcochete, bem como a reativação do terminal fluvial na freguesia do Parque das Nações, dando origem a mais rotas fluviais entre as duas margens. Apostando assim em mais e melhores transportes públicos, o número de autocarros e viaturas particulares a cruzar a Ponte 25 de Abril e a Ponte Vasco da Gama iriam diminuir verificando-se inversamente, um aumento do número de utilizadores dos transportes públicos.

Apesar de considerar necessária a construção de uma nova travessia ferroviária na Área Metropolitana de Lisboa, é urgente disponibilizar, para já, soluções mais rápidas no tempo que deem resposta aos problemas dos residentes da Área Metropolitana de Lisboa, voltando a considerar o estuário do Tejo como um elemento fundamental na mobilidade.

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