“Amarrado e deixado no mato”. Casos de carjacking crescem em Lisboa

Um taxista foi vítima de carjacking, no passado dia 8 de maio, quando se encontrava na Praça do Comércio, em Lisboa, apurou o Folha Nacional junto de fonte da PSP.

© Instagram PSP

De acordo com a mesma fonte, os suspeitos são “três homens de nacionalidade brasileira” que estavam munidos de armas de fogo. O motorista foi ameaçado com “pistolas apontadas à cabeça, levado ao multibanco e abandonado no mato amarrado”, acrescentou a mesma fonte. A viatura foi “encontrada em Sintra” e o crime está a ser investigado pela Polícia Judiciária.

Este não foi, contudo, caso único.  Três dias depois surgiu um novo assalto com o mesmo ‘modus operandi’.

De acordo com o Jornal de Notícias, outro taxista foi alvo de carjacking, desta feita na Charneca da Caparica, no concelho de Almada.

A vítima, que se encontrava no interior do seu táxi, foi abordada por três indivíduos que empunhavam uma arma de fogo. Segundo apurou a mesma fonte, dada a violência da abordagem, o taxista viu-se obrigado a sair da viatura, deixando-a à mercê dos assaltantes que a utilizaram para fugir. Ao contrário do caso ocorrido na Praça do Comércio, desta vez a vítima não sofreu qualquer agressão física.

Segundo apurou o Folha Nacional junto das autoridades, “foi efetuado o roubo de uma viatura da marca Dácia, no passado domingo, por três indivíduos de nacionalidade brasileira, com recurso a arma de fogo na zona de Vale Fetal, na Charneca da Caparica.”

“A viatura é táxi e fez viagem com os indivíduos desde a Avenida 24 de Julho, em Lisboa, até ao local onde foi roubada pelos passageiros”, declara a mesma fonte a este jornal, acrescentando que “esta situação ocorreu por volta da 01h00, sendo que até às 08h00 não havia mais novidades, apesar da tentativa da localização por GPS.”
De acordo com os dados divulgados pelo Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) 2022, foram registados 38.042 crimes rodoviários, o que representa um acréscimo de 6.727 participações, correspondente a uma variação de +21,5%, em 2022. Entre as ocorrências, o relatório destaca 711 furtos, 107 posse ou uso de arma, 1.128 injúrias e ameaças, e 1.860 crimes de ofensa à integridade física. Quanto ao número de assaltos por carjacking, é preciso recuar até ao RASI de 2019 que anotou 126 assaltos desse tipo, face a 2018.

Últimas do País

André Ventura diz que os portugueses “não se entusiasmaram” com a greve geral desta quarta-feira e acusa o Governo de avançar com uma “má reforma laboral”.
Um homem armado com uma pistola carregada e pronta a disparar foi detido pela PSP no interior do Almada Fórum, numa altura em que o centro comercial estava repleto de pessoas.
A PSP deteve em Espinho um homem de 35 anos associado a tráfico de droga e furtos em série, crimes que vinham a gerar forte sentimento de insegurança entre os moradores da cidade.
Uma jovem de 23 anos, considerada “incapaz de resistência”, acordou numa habitação em Lisboa, após uma saída à noite, ao aperceber-se de que estaria a ser abusada sexualmente por um dos convidados presentes no local.
O estupefaciente vinha de Espanha para Portugal. Os suspeitos foram intercetados em Elvas pela Polícia Judiciária (PJ).
Uma simples discussão terminou numa tentativa de homicídio, com tiros disparados em plena via pública junto a uma zona de diversão noturna no Montijo.
Uma intervenção policial em Vila Franca de Xira terminou com agentes da PSP agredidos, ameaçados e insultados por suspeitos envolvidos em desacatos violentos na via pública.
A escassos metros do hospital de Santarém, uma mulher de 73 anos perdeu a vida após uma longa espera por assistência médica, obrigando o filho a transportá-la no próprio carro.
Um homem de 85 anos foi rendido à pistola por uma dupla indostânica em pleno Guincho, ficando sem um Rolex de luxo avaliado em mais de 12 mil euros. A Polícia Judiciária suspeita que os assaltantes possam estar ligados a outros roubos violentos em Cascais.
Os hoteleiros estão com menos confiança para o verão deste ano, em relação ao de 2025, face à instabilidade geopolítica, antecipando uma ‘performance’ menos forte do mercado nacional.