Greve na CP suprimiu 58 comboios urbanos de Lisboa até às 09:00

A greve parcial dos revisores e trabalhadores das bilheteiras da CP – Comboios de Portugal levou até às 09:00 de hoje à supressão de 58 comboios urbanos de Lisboa, disse à agência Lusa fonte da empresa.

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“Até às 09:00 de hoje foram suprimidos 58 comboios nos Urbanos de Lisboa, nas Linhas de Sintra, Azambuja e Faro”, adiantou a mesma fonte.

De acordo com a CP, foram suprimidos 35 comboios na Linha de Sintra, 12 na Linha da Azambuja e 11 na do Sado.

Os revisores e trabalhadores das bilheteiras da CP deram hoje início a uma greve que se prolonga até ao dia 03 de novembro, com a transportadora a antecipar perturbações na operação, sobretudo a 31 de outubro.

Numa nota publicada no seu ‘site’, a operadora ferroviária informou que, “por motivo de greve convocada pelo sindicato SFRCI [Sindicato Ferroviário da Revisão Comercial Itinerante] entre os dias 24 de outubro e 03 de novembro de 2024”, a empresa antecipa perturbações na operação.

Hoje e na sexta-feira, dias de greve parcial, a operadora alertou para o impacto nos urbanos de Lisboa, com especial impacto nas Linhas de Sintra, Azambuja e Sado.

Nos dias 28, 29 e 30 de outubro, também de greve parcial, a CP prevê perturbações nos serviços Regional/InterRegional, Urbanos de Coimbra e Urbanos do Porto.

Já no dia 31 de outubro, quando a paralisação será total, durante 24 horas, preveem-se perturbações no Alfa Pendular, Intercidades, Regional/InterRegional, Urbanos e Internacional Celta.

Segundo um acórdão dos serviços mínimos publicado na página do Conselho Económico e Social (CES) na internet, no dia 31 de outubro, com “exceção dos comboios de longo curso, circularão a totalidade das composições nas linhas urbanas de Lisboa e Porto, regionais e inter-regionais, entre as 06:00 horas e às 07:30 horas da manhã e as 18:30 horas e as 20:00 horas da tarde, nos exatos termos previstos antes da apresentação do pré-aviso”.

No resto do período de greve, de paralisação parcial, o tribunal decretou apenas serviços mínimos necessários à segurança, manutenção, serviços de emergência e outros semelhantes.

“Nos restantes dias poderão ocorrer perturbações pontuais”, nomeadamente nos serviços Urbanos de Lisboa e Intercidades entre o Algarve e Lisboa, disse ainda a CP.

Segundo fonte do SFRCI, que representa os trabalhadores das bilheteiras e revisores da CP, estas greves são motivadas por aquilo que diz ser o “incumprimento do acordo” que assinaram em julho do ano passado com a operadora.

O protesto “tem a ver com a remuneração”, sendo que, segundo o sindicato, o acordo prevê passar um “prémio de subsídio de transporte e disponibilidade para o salário base”, algo que traria vantagens aos trabalhadores. O sindicato quer um maior equilíbrio face às remunerações dos maquinistas.

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