PJ deteve mais três falsos polícias suspeitos de burlas na região Norte

A Polícia Judiciária (PJ) deteve mais três homens que se faziam passar por inspetores daquela polícia para efetuarem “buscas domiciliárias” no Norte do país, apoderando-se de objetos em ouro, relógios, documentos e dinheiro, foi hoje anunciado.

© Facebook da PJ

Em comunicado, a PJ refere que na operação agora realizada foi possível recuperar cerca de 30 mil euros, documentos, relógios, objetos de valor, ouro, moeda estrangeira e ainda apreender viaturas, crachás, coletes e documentos de identificação contrafeitos, alusivos àquela polícia.

Os três detidos têm 21, 30 e 47 anos e foram presentes a tribunal, tendo um deles ficado em prisão preventiva.

Os outros dois ficaram sujeitos à obrigação de apresentações periódicas bissemanais às autoridades locais e proibição de contactos.

Em setembro, a PJ já tinha detido outros dois suspeitos de envolvimento no esquema fraudulento.

Um dos casos remonta a 25 de junho, quando um grupo de homens se dirigiu a uma residência em Fafe, pelas 07:00, onde habita um empresário e respetiva família, pretendendo dar cumprimento a uma alegada busca domiciliária.

“Munidos de autorizações judiciais contrafeitas e devidamente equipados com coletes, crachás e indumentária característica da PJ, evidenciando algum profissionalismo e confiança na suposta diligência, os homens iniciaram a busca, apreendendo objetos em ouro, relógios, documentos e dinheiro, cujo valor ultrapassou os 100 mil euros”, refere o comunicado.

Efetuaram ainda um procedimento semelhante numa das empresas da vítima, arrecadando mais dinheiro.

Com o início da investigação, vieram a ser contabilizados episódios análogos em vários concelhos da zona Norte do país, que foram sucedendo nas semanas seguintes.

“O desenvolvimento investigatório permitiu identificar os suspeitos que, de forma organizada e recorrendo a meios propositadamente angariados para a prática dos crimes, apresentam um vasto passado criminal, tendo já sido condenados e cumprido penas de prisão”, lê-se ainda no comunicado.

A PJ refere que foram realizadas diversas diligências de investigação, designadamente com utilização de meios especiais de obtenção de prova, cumprindo-se ainda buscas domiciliárias e não domiciliárias.

Nessa primeira operação foi possível recuperar cerca de 30 mil euros em dinheiro, relógios, ouro, moeda estrangeira, viaturas, crachás, coletes e documentos de identificação contrafeitos alusivos à PJ.

Os detidos, que se encontram em prisão preventiva, estão indiciados pelos crimes de burla qualificada, associação criminosa, usurpação de funções e contrafação de documentos.

Últimas do País

O relatório identifica falhas na escolha de procedimentos e adjudicações repetidas num universo de 12,6 milhões de euros.
Os furtos por carteiristas aumentaram em 2025, com 7.443 ocorrências registadas, a maioria nos distritos de Lisboa e do Porto, segundo o Relatório Anual de Segurança Interna (RASI).
A proposta do CHEGA para a realização de uma auditoria independente às contas e contratações da Câmara Municipal de Oeiras foi chumbada, poucos dias depois de ter sido conhecida a acusação do Ministério Público que envolve Isaltino Morais e mais 22 arguidos por alegado uso indevido de cerca de 150 mil euros em despesas com refeições.
Um homem, de 41 anos, foi detido pela PSP por suspeitas de exercer violência doméstica contra a companheira e a mãe, nas Furnas, no concelho da Povoação, nos Açores, revelou hoje aquela força de segurança.
Mais de uma centena de bombeiros estão a combater um incêndio florestal em Aveiro, não havendo casas em risco, informou fonte dos Bombeiros.
A coordenadora da Equipa de Análise Retrospetiva de Homicídio em Violência Doméstica defendeu hoje que as audições para memória futura, previstas na proposta do Governo para as vítimas de violência doméstica, sejam alargadas a pessoas com outras vulnerabilidades.
A Federação Portuguesa de Nadadores-Salvadores (FEPONS) apelou esta terça-feira a um reforço da segurança dos banhistas durante as férias da Páscoa, considerado o período mais crítico para o afogamento nas praias ainda sem vigilância.
A União Europeia registou em 2025 a pior época de incêndios mais devastadora desde que há registos, com 1.079 milhões de hectares ardidos, quase metade (460.585) em Portugal e Espanha, segundo dados esta terça-feira divulgados.
O Relatório Anual de Segurança Interna confirma aumento dos crimes participados. Roubo domina criminalidade violenta e violação atinge máximo da última década.
A Guarda Nacional República alertou hoje para o "peso psicológico profundo" nos militares que trabalham na área da violência doméstica, pela exposição continua a traumas, um fator de risco para esgotamentos e que pode afastar profissionais.