DONALD TRUMP 2024: UMA VITÓRIA ANTROPOLÓGICA

A (re) eleição de Donald John Trump na madrugada de 6 de Novembro, simboliza o triunfo do senso comum e de uma certa realidade da vida, diante de uma parafernália de artifícios de engenharia social e jurídica, ardilosamente constituídos em nome de um “progresso” ilimitado e indefinido, pois amoral, consubstanciado em tendências como a cultura woke ou as teorias de “género”.

Corporiza a vitória do demos frente às pseudo-elites políticas e a uma intelligentsia presunçosa e vassala que as suporta. Das Arianas Grandes e Beyoncés até Hollywood, passando pelo mandarinato da comunicação social e das universidades, todos agonizaram depois do número de votos em Trump ter cruzado o Rubicão da contagem eleitoral – não faltam exemplos no YouTube da histérica e desesperada reacção de jornalistas e comentadores democráticos na noite da eleição.

(Como ousou desrespeitar o povo bruto a recomendação dos famosos ilustrados?)

Representa o êxito de uma liderança carismática, viril e corajosa, mesmo que por vezes rude; perante as lideranças burocrático-administrativas, efeminadas e titubeantes, mesmo que bem-falantes, das últimas décadas de mundo euro-americano.

Marca o regresso do realismo à política internacional, trazendo de volta a esperança no fim das “cruzadas pela democracia”, que, entre outras consequências mundo afora, ajudaram a ceifar centenas de milhares de vidas na Ucrânia, em detrimento de um concerto mundial, fundado nos interesses nacionais e na procura da paz.

Se o trumpismo não conseguir gerar escol e não for porventura a solução para a decadência ocidental, assinala o estertor de um demoliberalismo degenerado e da sua rampa deslizante (em estado avançado) do totalitarismo soft de que nos falou Hannah Arendt ou Guillaume Faye, e que nos cerceia as liberdades com projectos como o “combate à desinformação”. Todavia, com o esclarecido Vance nas suas fileiras e assessorada por Robert Kennedy, Elon Musk, entre outros, a administração “Trump 47”, acalenta alguma expectativa no que concerne à sua massa cinzenta.

Boletins apurados, mesmo que tudo continue mais ou menos igual – o que manifestamente não acredito, a vitória de Donald Trump, será pelo menos uma vitória antropológica. Uma vitória da América tradicional que crê, trabalha e empreende, face à América progressista das duas costas: das swifties por Kamala, da burguesia liberal-chic, dos activistas das micro-causas, das classes “educadas”. E já não é pouco. Os “Deploráveis” venceram mais uma vez os “Iluminados”.

Artigos do mesmo autor

Os vídeos do dia 30 de Julho de 2026, com dezenas de milhares de homens marroquinos e subsaarianos a forçar em massa os portões de Ceuta – evocando o imaginário clássico de bárbaros a saquear Roma –, praça-forte que serve de defesa avançada da Europa desde 1415, chocaram qualquer europeu de sã consciência. Assistir às […]

A Arrancada de Braga A 28 de Maio de 1926, arrancava em Braga o pronunciamento militar liderado pelo General Gomes da Costa e secundado por um tenaz grupo de jovens tenentes, que se alastraria por todo o país, culminando a 7 de Junho do mesmo ano, com a entrada do prestigiado veterano de muitas guerras […]

Mais umas eleições presidenciais. As segundas sem vencedor à primeira volta na História da nossa democracia de meia-idade, e os resultados são de leitura fácil. Marques Mendes e Gouveia e Melo espalharam-se ao comprido; a extrema-esquerda não passa hoje de meia dúzia de cabelos cor-de-rosa da cidade, Cotrim venceu nas freguesias onde se come com […]

O último crepúsculo de 2025 encerrou o primeiro quartel do século XXI. Que o ocaso de 2025 não marque o início do ocaso definitivo da milenar Nação portuguesa. 25 anos iguais aos primeiros 25 da actual centúria e em 2050 não teremos Portugal, pois não teremos uma maioria de portugueses na nossa Terra. De nada […]

“A mão que nos destrói é sempre mão cobarde, Esconde-se no bolso anónimo, vulgar: Por ela, o resto do que fomos arde Pra não termos mais naves sobre o mar. Esta é a última tarde Que só Pessoa soube adivinhar. Como posso pedir que Deus nos guarde, Se não há nada pra guardar?” António Manuel […]