Câmaras aumentam gastos com iluminações de Natal

As Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores registam este ano os maiores aumentos nas iluminações de Natal e 13 das 16 capitais de distrito vão gastar verbas superiores às despendidas em 2023.

© D.R.

No Funchal, as iluminações de Natal foram acesas no início deste mês e a cidade vai manter-se iluminada até à madrugada de 08 de janeiro de 2025, num investimento de 2,19 milhões de euros (ME) por parte do Governo da Madeira.

Este valor inclui ainda as iluminações de Carnaval do próximo ano e da ilha do Porto Santo.

No ano passado foram investidos 1,96 ME e, este ano, o Governo Regional lançou concursos públicos no valor de 3,6 ME para a conceção, construção, montagem e desmontagem das iluminações de Natal e Ano Novo em 2024/2025 e 2025/2026 e de Carnaval nos próximos dois anos.

Ponta Delgada, a maior autarquia dos Açores, aumentou o investimento na instalação da iluminação e sonorização de Natal em 118 mil euros.

A autarquia não revelou os valores mas, segundo os contratos consultados pela Lusa, o município da ilha de São Miguel adjudicou, por concurso público, a iluminação e sonorização de Natal por 303,453 euros, quando em 2023 investiu 184,543 euros.

No continente, das 18 capitais de distrito, 13 gastaram mais este ano em iluminação de Natal.

Braga, com um orçamento de 200 mil euros, e o Porto com um apoio de 700 mil euros à Associação de Comerciantes, registam um aumento de 50 mil euros cada relativamente a 2023.

Além deste apoio na iluminação de 94 ruas da cidade e na árvore na Avenida dos Aliados, o município portuense investiu, através da empresa municipal Ágora, 550 mil euros na restante programação, dos quais 32.355 euros dizem respeito ao mercado de Natal, 64.600 euros à pista de gelo e 30.000 ao carrossel parisiense.

Aveiro (mais 49 mil euros) e Faro (mais 47 mil euros) ocupam os lugares seguintes no ‘ranking’ das subidas.

Em Aveiro foi feito um contrato de 599.999,96 euros para as iluminações, pelo período de três anos. A verba foi distribuída em 200 mil euros para 2023, 249 mil para 2024 e 150 mil no próximo ano.

Em Faro, o valor total do investimento para este ano é de 146.500 euros, superior ao de 2023, que orçou em 107.950 euros.

Viana do Castelo investiu mais 25 mil euros para aumentar o número de ruas iluminadas, subindo de 160 mil euros em 2023 para 185 mil euros este ano.

A verba insere-se na programação “Viana Coração do Natal”, com um orçamento de 400 mil euros, mais 50 mil do que no ano passado.

Em Beja, as iluminações representam um investimento de 81 mil euros, mais 21 mil que no ano passado, revelou à Lusa o presidente deste município alentejano, Paulo Arsénio (PS).

A par com as iluminações, o município vai dinamizar atividades de animação, num investimento “na ordem dos 100 mil euros”, acrescentou o autarca.

A programação de Natal em Santarém teve um investimento de 400 mil euros, dos quais 90 mil destinados às luzes (mais 15 mil que em 2023). A verba foi aplicada principalmente na instalação de iluminação LED, com o objetivo de garantir “uma decoração mais sustentável”, disse à Lusa o presidente da autarquia, João Leite.

Coimbra, Portalegre e Viseu aumentaram os gastos em 14 mil euros.

A Câmara de Coimbra investiu 123 mil euros em iluminação e decoração, estimando um consumo de energia de cerca de 15 mil euros associada às luzes de Natal. A subida decorre do aumento da área urbana iluminada.

Em Portalegre, o investimento é de 20 mil euros e fonte do município explicou à Lusa que foi adquirida iluminação no valor de cinco mil euros e efetuado um aluguer deste tipo de material, no valor de 15 mil euros.

A cidade de Viseu está enfeitada com 380 mil lâmpadas que custaram à autarquia 119.940 euros.

Em 2023, o valor tinha sido de 105.900 euros, mas este ano foi acrescentada a iluminação no terminal rodoviário, cujas obras de requalificação terminaram recentemente.

Bragança (mais 6.000 euros), Guarda (mais 3.750 euros) e Vila Real (mais 3.500 euros) são as capitais de distrito com menores aumentos de investimento nas iluminações de Natal.

O município de Bragança investiu 126.755 euros, o da Guarda 114.750 euros e, em Vila Real, as luzes LED foram adjudicadas por 40.500 euros.

Duas capitais de distrito reduziram este ano as verbas para iluminação: Leiria gastou 192 mil euros (menos 400 euros do que no ano transato) e Castelo Branco investiu 83.650 euros (valor inferior aos 137 mil euros gastos em 2023).

Em Évora (30.000 euros) e Lisboa (749.500 euros) o investimento será igual ao de 2023.

As luzes na capital foram acesas em 23 de novembro e manter-se-ão até ao Dia de Reis, 06 de janeiro, contando com 1.987.125 lâmpadas LED de baixo consumo, o que permitirá uma poupança energética de cerca de 80% em comparação com as tradicionais lâmpadas incandescentes.

Por último, a Câmara de Setúbal não revelou os investimentos do município, alegando fonte oficial que “só no fim do Natal” será apurado o total das despesas. A autarquia também não revelou o investimento realizado em 2023.

Últimas do País

Um guarda prisional, de cerca de 40 anos, foi agredido por um visitante no interior do Estabelecimento Prisional de Lisboa, depois de lhe ter ordenado que abandonasse as instalações. O suspeito encontrava-se acompanhado por uma criança e terá desobedecido às indicações do funcionário.
Um jovem de 15 anos, com necessidades educativas especiais, continua sem aulas devido à falta de uma resposta escolar adequada. Depois de várias tentativas para resolver a situação, a mãe decidiu apresentar queixa, levando às autoridades policiais um problema que coloca em causa o acesso do filho à educação.
Uma mulher de 30 anos foi encontrada morta, com ferimentos provocados por arma de fogo, no interior de uma viatura estacionada na berma da Estrada Nacional 360, nas Caldas da Rainha. Ao seu lado estava um homem de 25 anos, apontado como seu namorado, que foi encontrado inconsciente.
O Parlamento pediu os contratos contestados pela entidade reguladora da profissão, mas recebeu uma minuta já alterada. A SÁBADO revela que existiam três contratos assinados com as cláusulas consideradas ilegais.
Ricardo Carrilho acusa Luís Neves de o ter afastado para proteger interesses instalados na SIRESP. Em declarações à Renascença, denuncia contratações suspeitas, negócios com escritórios de advogados e contratos com operadores privados que não cumpririam as suas obrigações.
A proteção de vítimas de violência levanta uma nova controvérsia: o acesso à licença parental remunerada a 100% poderá depender da saída da residência. A condição, noticiada pelo Jornal de Notícias, coloca em discussão a relação entre os apoios sociais e a segurança de quem enfrenta situações de violência.
As autoridades já apreenderam mais de 42 toneladas de cocaína desde o início do ano, um volume que evidencia a dimensão das operações de combate ao tráfico de droga. Os números colocam novamente em destaque a atividade das redes internacionais de narcotráfico e a importância da fiscalização das rotas de circulação de estupefacientes.
André Ventura acusa Luís Neves de “prepotência e incapacidade de lidar com a verdade” e coloca a responsabilidade pela resolução do caso nas mãos de Luís Montenegro. O presidente do CHEGA alerta que, enquanto o primeiro-ministro não intervier, “a infeção deste Governo será cada vez maior”.
Três trabalhadores morreram hoje num acidente laboral num reservatório de água de uma habitação na Quinta do Lago, no concelho de Loulé, distrito de Faro, disseram à Lusa fontes da GNR e da Proteção Civil.
Cerca de 150 dirigentes associativos do setor agroflorestal concentraram-se esta segunda-feira junto à Assembleia da República, em Lisboa, para exigir ao Governo 140 milhões de euros em apoios que permitam enfrentar o aumento dos custos de produção e recuperar a competitividade face a Espanha. A resposta do ministro da Agricultura aponta para 2027, ano em que estarão disponíveis mais de 162 milhões de euros para apoiar o setor.