Sindicatos da PSP que não assinaram acordo com Governo acusam MAI de discriminação

Os sindicatos da PSP que se vão reunir na segunda-feira com a ministra da Administração Interna acusaram hoje o Governo de os discriminar por não terem assinado o acordo e exigem o mesmo tratamento que às restantes estruturas.

©facebook.com/PSPPortugal

Dos quatro sindicatos, o Sindicato Nacional da Polícia (Sinapol) e o Sindicato dos Profissionais da Polícia (SPP) ainda não sabem se vão estar presentes na reunião de segunda-feira, tendo o Sinapol ameaçado não ir ao encontro com Margarida Blasco caso não seja divulgado o acordo assinado a 09 de julho de 2024 com duas associações da Guarda Nacional Republicana e três sindicatos da Polícia de Segurança Pública sobre o aumento faseado do suplemento de risco.

No passado dia 06 de janeiro, a ministra da Administração Interna iniciou novas negociações com os sindicatos da PSP e associações da GNR que assinaram o acordo e em cima da mesa estão as tabelas remuneratórias, carreiras e revisão dos suplementos.

Para a próxima segunda-feira, a ministra tem agendado reuniões com as quatro associações da GNR e quatro sindicatos da PSP que ficaram de fora do acordo.

Na convocatória, o Ministério da Administração Interna (MAI) apenas refere que a reunião visa dar “cumprimento ao estabelecido no ponto cinco do referido acordo”.

O presidente do Sinapol, Armando Ferreira, disse à Lusa que desconhece o ponto cinco do acordo e que exigiu ao MAI a 27 de dezembro uma cópia do acordo, mas até hoje ainda não recebeu qualquer documento.

Nesse sentido, Armando Ferreira apresentou uma queixa na Comissão de Acesso a Documentos Administrativos (CADA) para que determine ao MAI que faculte o acordo assinado com alguns sindicatos da PSP.

O sindicalista adiantou que não vai estar presente na reunião se não for facultado o documento e que agendará uma conferência de imprensa para a porta do MAI na segunda-feira à tarde.

O presidente do Sinapol exigiu que o MAI cumpra a lei e trate “todos os sindicatos de forma igual”.

Também o presidente do SPP, Paulo Macedo, não garante se vai estar presente na reunião, considerando que os sindicatos que não assinaram o acordo estão a ser discriminados.

“A ministra optou por diferenciar as organizações sindicais e convocar primeiro os sindicatos que assinaram o acordo. Não concordamos”, disse, relembrando que o SPP é o segundo sindicato mais representativo da PSP.

Paulo Macedo disse que a escolha das reuniões “não pode ser o critério das negociações, porque este capítulo já está encerrado”.

O presidente do Sindicato Independente dos Agentes de Polícia (SIAP), Carlos Torres, disse à Lusa que não percebe a existência de duas datas para as reuniões e sustentou que há “uma discriminação em relação aos sindicatos que não assinaram o acordo”.

Carlos Torres sublinhou que o primeiro assunto que vai abordar com Margarida Blasco é perceber os critérios da marcação das reuniões e questionar os motivos porque o sindicato não teve acesso ao acordo.

O sindicalista referiu que o SIAP sabe o que vai estar em discussão na reunião pela comunicação social, uma vez que a convocatória não menciona os temas das negociações e desconhece o que está previsto no acordo.

Também o presidente da Associação Nacional dos Sargentos da Guarda (ANSG), Ricardo Rodrigues, criticou o facto de a convocatória “falar no ponto cinco de um acordo que não tiveram acesso” e considerou que as reuniões em dias diferentes “demonstra alguma discriminação”.

No encontro do passado dia 06, a ministra abordou com as cinco estruturas da PSP e GNR que assinaram o acordo o calendário e a metodologia das negociações, tendo ficado marcado três reuniões para os dias 28 de janeiro, 24 fevereiro e 26 março.

Em julho, o Governo e três sindicatos da PSP e duas associações da GNR chegaram a um acordo em relação ao suplemento, que se traduziu num aumento faseado de 300 euros até 2026, passando o suplemento de risco e serviço nas forças de segurança de 100 para 400 euros.

Na altura ficou decidido uma nova ronda negocial para iniciar em janeiro.

Últimas do País

Ventura anunciou esta quarta-feira, no Parlamento, que o CHEGA vai chamar com urgência o ministro dos Negócios Estrangeiros para esclarecer a posição portuguesa sobre reparações históricas. O líder do partido voltou a rejeitar qualquer pagamento às antigas colónias e avisou que não haverá "mais contacto com o Governo" se Portugal avançar nesse sentido.
Discussão relacionada com a venda de um carro terá estado na origem das agressões. Três homens são suspeitos de invadir a casa da vítima, roubar-lhe cartões e documentos, obrigá-la a entrar numa viatura e voltar a agredi-la num local isolado. PJ já deteve os suspeitos.
Embarcações de alta velocidade foram detetadas pelo sistema de vigilância costeira e levaram a uma operação por terra, mar e ar. Dez homens foram detidos em Tavira e na Fuzeta e a GNR apreendeu duas embarcações e uma viatura.
Um homem de 57 anos foi detido por suspeita de abusar sexualmente de um jovem de 17 anos, com défice cognitivo, em Paredes, no distrito do Porto, adiantou hoje a Polícia Judiciária (PJ).
Há 232 habitantes por médico em exercício em Portugal. Do outro lado da fronteira são 216, enquanto Itália baixa para 174 e Grécia para apenas 160.
Um homem de 44 anos foi detido na segunda-feira por suspeita de crime de incêndio florestal no concelho de Oliveira do Hospital, anunciou hoje a Guarda Nacional Republicana (GNR).
Um jovem foi detido, na terça-feira, por suspeita de ter abusado sexualmente de uma vizinha de 13 anos em Amarante, no distrito do Poro, revelou hoje a Polícia Judiciária.
A Guarda Nacional Republicana (GNR) anunciou hoje ter participado na terça-feira numa operação internacional contra fraude ao Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) e criminalidade organizada, tendo realizado buscas e apreensões, assim como inquirido testemunhas.
GNR e Polícia Marítima já retiraram 257 mil litros de combustível a redes ligadas sobretudo ao apoio logístico das chamadas “narcolanchas”. Ao preço atual da gasolina, apreensões representam perto de 540 mil euros.
Polícia ficou ferido durante uma perseguição na Amadora e teve de ser transportado para o Hospital de Santa Maria. Homem procurado pelas autoridades tinha um mandado de captura pendente.