Rubio encontra-se com príncipe saudita para discutir situação em Gaza

O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, foi recebido hoje pelo príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salmane, para discutir a situação em Gaza, segundo a comitiva norte-americana.

© Facebook de Marco Rubio

Rubio pretende discutir com o príncipe herdeiro saudita a situação na Faixa de Gaza após a proposta do presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, de assumir o controlo do enclave controlado pelo Hamas desde 2007.

O encontro teve início pouco antes das 18h00 locais (15h00 de Lisboa), segundo um funcionário do Departamento de Estado norte-americano.

Marco Rubio aterrou hoje de manhã no aeroporto de Riade, proveniente de Israel, onde ofereceu todo o apoio dos EUA ao primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, dando-lhe de facto carta-branca na Faixa de Gaza.

Pouco depois da sua chegada à Arábia Saudita, o chefe da diplomacia norte-americana encontrou-se com o seu homólogo, Faisal ben Farhane, mas os dois responsáveis não fizeram declarações à imprensa.

A visita de Rubio ao reino saudita ocorre num momento de grande tensão no Líbano, na Síria e na Faixa de Gaza, onde a segunda fase do acordo de cessar-fogo entre Israel e o movimento extremista palestiniano Hamas, que entrou em vigor a 19 de janeiro, continua ainda por ser negociada.

O presidente norte-americano provocou uma grande vaga de reações por todo o mundo, após ter proposto tomar o controlo da Faixa de Gaza e a remoção dos palestinianos do enclave para a Jordânia e o Egito, argumentando que o território palestiniano se havia tornado inabitável, após ter sido devastado por mais de 15 meses de guerra, que provocou a morte de mais de 48 mil pessoas.

Os países árabes manifestaram a sua recusa categórica de qualquer deslocação de população na Faixa de Gaza.

Rubio deverá encontrar-se com o seu homólogo russo, Sergei Lavrov, na terça-feira, no seu primeiro encontro presencial depois de terem conversado por telefone, demonstrando o seu empenho em “reiniciar” as relações russo-americanas, afetadas pela guerra na Ucrânia, despoletada pela invasão russa em fevereiro de 2022.

A reunião será o culminar de uma semana de desenvolvimentos significativos nas relações entre a Rússia, na sequência do telefonema entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o seu homólogo russo, Vladimir Putin, de quarta-feira passada, na qual concordaram em tentar pôr fim à guerra na Ucrânia, o que suscitou a apreensão de Kyiv e dos europeus relativamente ao seu envolvimento nas negociações de paz.

O encontro entre os dois representantes diplomáticos deverá ainda servir para preparar uma possível próxima cimeira entre os líderes norte-americano e russo, também na Arábia Saudita, que desempenha um papel de relevo devido às suas relações com Moscovo e Washington.

Últimas do Mundo

O autor do ataque com carro a um mercado de Natal na cidade alemã de Magdeburgo que em dezembro de 2024 fez seis mortos e cerca de 330 feridos, foi hoje condenado a prisão perpétua.
Nove portugueses e lusodescendentes morreram na sequência dos dois sismos registados quarta-feira na Venezuela e que causaram centenas de vítimas, segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros português.
Quarenta e cinco por cento das cidades europeias bateram ou estão prestes a superar os máximos históricos de stress térmico durante a atual onda de calor no continente, indica um estudo publicado hoje pelo World Weather Attribution.
Mais de 100 voos foram cancelados hoje, à medida que duas tempestades tropicais se aproximam do Japão, tendo as autoridades recomendado a evacuação de certas zonas devido ao risco de inundações e deslizamentos de terra.
O Parlamento espanhol aprovou esta quinta-feira, por maioria absoluta de deputados, uma resolução em que pede ao primeiro-ministro, o socialista Pedro Sánchez, para se demitir ou, pelo menos, submeter-se a uma moção de confiança.
Anúncios com preços de dezenas de milhares de euros e descrições consideradas invulgares na plataforma para comprar e vender roupa pré-adquirida desencadearam uma onda de suspeitas de tráfico de menores nas redes sociais. O caso chegou às autoridades francesas, que decidiram abrir uma investigação.
Pelo menos 164 pessoas morreram e 971 ficaram feridas depois de dois fortes sismos terem atingido a Venezuela, declarou hoje a presidente interina venezuelana, Delcy Rodríguez.
Espanha registou pelo menos 212 mortes "atribuíveis à temperatura" entre domingo e quarta-feira, coincidindo com a onda de calor que atingiu o país, de acordo com estimativas do Instituto de Saúde Pública espanhol Carlos III hoje conhecidas.
As autoridades francesas emitiram esta quinta-feira avisos de tempestades severas e ampliaram o alerta vermelho de calor para 72 dos 100 departamentos, um dia depois de França ter chegado aos 30ºC, a temperatura média mais alta da sua história.
Um sismo de magnitude 7,1, com epicentro junto à capital Caracas, atingiu hoje a Venezuela, adiantou o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).