Condenados fiscais que desviaram bens perdidos no aeroporto de Lisboa

O Tribunal da Relação de Lisboa (TRL) confirmou a condenação a pena suspensa e multa, por peculato, de 16 ex-funcionários alfandegários que, durante mais de dois anos, desviaram bens dos "perdidos e achados" do aeroporto de Lisboa.

© D.R

Dos 10 arguidos que recorreram da decisão de primeira instância, nove viram, ainda assim, a pena ser reduzida pelos juízes desembargadores.

Segundo o acórdão do TRL, datado de 26 de junho e ao qual a Lusa teve acesso, 14 dos 16 atuais ou antigos trabalhadores da Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) tinham, em 13 de julho de 2023, sido punidos pelo Tribunal Central Criminal de Lisboa com penas entre um e cinco anos de prisão, suspensas na sua execução.

Aos restantes dois ex-funcionários tinham sido aplicadas multas de 1.000 e 1.200 euros.

Um 17.º arguido, cunhado de uma dos trabalhadores condenados, tinha sido punido com uma multa de 1.400 euros.

Com a decisão do TRL, 12 dos 16 ex-funcionários da alfândega do Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, passaram a estar condenados a penas suspensas de prisão de um ano a quatro anos e seis meses e os restante quatro a multas entre os 900 e os 1.200 euros.

O 17.º arguido não recorrera da decisão.

No julgamento, ficou provado que, entre abril de 2018 e junho de 2020, os arguidos se apropriaram de computadores, telemóveis, roupa, malas, perfumes, bebidas alcoólicas e tabaco esquecidos ou abandonados pelos passageiros nas aeronaves e no aeroporto de Lisboa e, por isso, armazenados nos “perdidos e achados”.

Além de serem usados pelos próprios, os bens eram oferecidos a familiares e amigos, o que levou os arguidos a apelidar os “referidos armazéns de ‘el corte inglés'”.

Na análise dos recursos, o TRL não pôs em causa que foram desviados centenas de objetos dos “perdidos e achados”, mas considerou que não ficou demonstrado que todos os bens tenham sido subtraídos entre abril de 2018 e junho de 2020.

Tal traduziu-se numa diminuição da gravidade dos ilícitos atribuídos aos arguidos e, consequentemente, da maioria das penas aplicadas.

Dois dos arguidos foram condenados também por detenção de arma proibida e descaminho.

Últimas do País

Os sete detidos em Lousada na operação da GNR que culminou com o encerramento de nove residências que funcionavam como lares ilegais, estão indiciados por associação criminosa, por 178 crimes de maus-tratos e alguns por homicídio.
A Autoestrada 6 (A6) está cortada ao trânsito em ambos os sentido entre os quilómetros 17 e 18, junto a Vendas Novas, no distrito de Évora, devido a um incêndio em pasto, revelou fonte da Proteção Civil.
Um homem de 37 anos foi detido pela GNR por suspeitas de violência doméstica, no concelho de Sines, distrito de Setúbal, contra a sua companheira, de 27 anos, divulgou hoje aquela força de segurança.
André Ventura afirmou hoje que o CHEGA “não se vende, nem verga” e justificou o voto contra a revisão da lei laboral dizendo que quem não aceita descer a idade da reforma não conta com o partido.
O partido de André Ventura votou contra a proposta do Executivo após falharem as negociações com o PSD. Reforma laboral caiu na generalidade.
António tem 32 anos, três filhos para criar e uma embarcação para sustentar. Filho e neto de pescadores, diz que os prazos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) são impossíveis de cumprir devido à falta de mão de obra e de matéria-prima.
Doze homens e duas mulheres foram detidas pela GNR, na quinta-feira, pela prática dos crimes de tráfico de estupefacientes, associação criminosa e posse de arma proibida nos concelho de Ferreira do Alentejo e Aljustrel, distrito de Beja.
Sete distritos de Portugal continental vão estar no sábado e no domingo sob aviso amarelo devido à previsão de tempo quente, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
A Guarda Nacional Republicana (GNR) apreendeu mais de 13 mil produtos contrafeitos entre 01 de maio e 05 de junho em Portugal, na denominada operação 'Trademark 2026', tendo sido constituídos 24 arguidos.
Vinte e três concelhos dos distritos de Bragança, Castelo Branco, Santarém, Portalegre e Faro estão hoje em perigo máximo de incêndio rural, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).