ONG pedem à UE que mantenha proteção estrita de lobos como em Portugal

Uma coligação de organizações não-governamentais (ONG) ambientalistas apelou hoje, numa carta aberta, aos Estados-membros da União Europeia para suspenderem a redução da proteção dos lobos, mantendo o mais elevado estatuto de conservação, como acontece em Portugal.

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Recordando que a redução do estatuto de proteção do lobo de estritamente protegido para protegido, decidida em junho, está a ser contestada junto do Tribunal de Justiça da UE, as ONG apelam aos 27 que aguardem a decisão final antes de alterarem as suas legislações nacionais, lembrando que a alteração do estatuto não é obrigatória.

Portugal, Bélgica, Polónia e República Checa anunciaram já que mantêm a proteção estrita às suas populações de lobos, continuando a ser proibida a caça desta espécie.

As mais de 75 ONG signatárias apelam agora aos restantes Estados-membros para que sigam estes exemplos.

A carta aberta recorda ainda que a Diretiva Habitats da UE se baseia fundamentalmente em critérios ecológicos, pelo que os fatores socioeconómicos não podem justificar o enfraquecimento da proteção das espécies.

Os países da UE têm até janeiro de 2027 para transpor a redução da proteção do lobo ou rejeitá-la.

A maioria das subpopulações de lobos da UE continua vulnerável, em risco ou em perigo, de acordo com as avaliações publicadas pela comunidade científica europeia, refere também a coligação de ONG, salientando que uma listagem geral de todas as populações de lobo na UE contradiz as provas científicas e, como tal, não está em conformidade com a Diretiva Habitats.

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