Ou nós ou as trevas

A Europa vive, hoje, um dos períodos mais críticos desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Não falamos de uma crise superficial, mas sim de um ponto de rutura onde se decidirá se o continente e a civilização que o mesmo acolhe continuarão a ser um farol para o mundo ou se, pelo contrário, cairão num longo e doloroso entardecer. Em bom rigor, já nem se trata de uma mera questão política, de economia ou de gestão pública, mas de uma batalha pela alma da nossa civilização. O embate é real e cresce todos os dias entre dois mundos que não podem coexistir na mesma casa.

De um lado, a civilização europeia, erguida sobre a Fé Judaica, que nos deu a Dignidade da Vida, a Jurisprudência Romana, que nos deu o Direito e a Ordem, e a Filosofia Grega, que nos deu a Razão e o Debate. Do outro, o Islamismo, que não aceita o pluralismo, que rejeita o valor da mulher, que persegue os livres, que impõe a submissão total da Vida ao texto e à força e que vê na nossa liberdade um inimigo a destruir e não uma realidade a respeitar.

Como é cada vez mais evidente, este conflito não vive nas páginas dos livros, nem nas salas da teoria. Esse conflito está nas ruas onde os homens que construíram este país já têm medo de falar. Está nas cidades onde as mulheres que são o pilar das nossas famílias já têm medo de andar. Está nas comunidades onde igrejas são difamadas sem escândalo. Está nos espaços onde as nossas crianças são assediadas e violadas. Está nas escolas onde o silêncio vale mais que a verdade. Está nos canais mediáticos covardes onde a cultura europeia é substituída por códigos tribais que nada têm a ver com o respeito. Está, até, nos bairros que deixaram de ser portugueses e passaram a ser enclaves étnicos onde a autoridade já não entra.

Surpresa? Não. Apenas o dramático produto de uma Europa que abriu as portas e se entregou de corpo e alma à falácia do multiculturalismo, mesmo quando se tornou evidente que os milhares que cá continuam a entrar não vêm para respeitar, integrar ou contribuir, mas dominar, explorar e parasitar os cidadãos de Bem que trabalham de sol a sol. Se dúvidas houvesse, as explosões de violência, a islamização crescente dos espaços públicos, o desrespeito pelos nossos lugares sagrados, a arrogância com que os invasores se apresentam e o medo surdo que se alastra lembram-nos, constantemente, dos erros cometidos.

Enquanto isto acontece, ainda há quem peça mais diálogo, mais compreensão e mais tolerância, como se o problema fosse falta de conversa e não falta de coragem. Esquecem-se que, com quem não aceita a liberdade, não se pode dialogar. Com quem impõe o véu e mata em nome do sagrado, não há consenso. Com quem não reconhece os nossos valores, não há ponte nem pacto. Urge-lhes recordar que muito mais importante é que nos lembremos que a civilização europeia não nasceu da submissão, mas da resistência – e é isso que temos de recuperar! Portugal, como parte dessa herança de luz e humanidade, não pode ficar calado nem neutro.

Esta terra ainda é nossa. Estas ruas ainda têm os nomes dos nossos heróis. Estas igrejas ainda guardam a Fé dos nossos bisavós. Estas liberdades ainda foram conquistadas por sangue nosso. E não nos cabe agora entregá-las com medo ou resignação. Pois o que nos pedem não é tolerância, mas rendição – e isso não podemos aceitar.

A defesa da nossa civilização exige força moral, clareza política e coragem cultural. Exige um povo que saiba quem é e para onde vai. Se nos rendermos, o mundo mergulhará num longo eclipse de trevas, submissão, violência e silêncio. Mas, se resistirmos e se afirmarmos quem somos e o que defendemos, levantaremos Portugal com a coragem que sempre nos distinguiu. Então, haverá um futuro. E esse futuro será de luz.

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