Chega reúne hoje Conselho Nacional para discutir candidatura nas eleições presidenciais

O CHEGA reúne hoje à noite o seu Conselho Nacional, em Lisboa, para discutir as eleições presidenciais de janeiro de 2026, devendo a decisão ser anunciada até segunda-feira, de acordo com o líder do partido.

© Folha Nacional

A reunião vai decorrer no Fórum Lisboa, com o início dos trabalhos previsto para as 20:30.

Na ordem de trabalhos consta uma “análise e discussão sobre as eleições presidenciais”, bem como “outros assuntos”.

No início de setembro, em conferência de imprensa na sede do partido, o líder do CHEGA indicou que o Conselho Nacional de hoje tem como objetivo ouvir a opinião dos seus dirigentes sobre o assunto.

Na mais recente entrevista televisiva, na terça-feira, na CNN Portugal, o Presidente do CHEGA disse que “entre dia 12 e 15 o CHEGA apresentará um candidato presidencial”, e ele próprio decidirá se avança com uma recandidatura a Belém ou se o partido apoiará outro nome.

“É um mau sinal para a democracia se eu me candidatar”, considerou, defendendo que “o líder da oposição não deve ser simultaneamente um candidato presidencial”, só “em último caso”.

“Eu sinto que o fato que me cabe é o de primeiro-ministro de Portugal, que é onde se consegue mudar as cosias de forma mais direta”, indicou, referindo que, para as eleições presidenciais do início do próximo ano, “há outros nomes em cima da mesa e que estão a ser analisados”.

Em meados de agosto, numa outra entrevista, ao canal Now, André Ventura admitiu estar “mais perto” de voltar a candidatar-se a Presidente da República do que estava “há duas ou três semanas”, mas ressalvou que não seria “o cenário mais favorável e mais positivo que um líder da oposição seja simultaneamente candidato a Presidente da República”.

Antes das legislativas de maio, o Presidente do CHEGA tinha anunciado a intenção de se candidatar a Presidente da República, mas tinha vindo a distanciar-se dessa possibilidade depois do reforço do partido nessas eleições, que se tornou na segunda maior força no parlamento.

O líder do Chega foi candidato a Presidente da República em 2021, quando Marcelo Rebelo de Sousa foi eleito para o segundo mandato em Belém. André Ventura teve 11,90% dos votos, e ficou em terceiro lugar, atrás de Ana Gomes.

Últimas de Política Nacional

O líder do CHEGA indicou hoje que, se as alterações à legislação laboral fossem votadas agora, o partido seria contra e considerou que a greve geral mostra o “fracasso do Governo” nas negociações.
O Parlamento rejeitou esta sexta-feira as propostas do CHEGA para reforçar proteção e compensação de profissionais expostos diariamente à violência.
O presidente do CHEGA acusou o Governo de deixar por cumprir uma parte substancial dos apoios prometidos após a tempestade Kristin, criticando a ausência de execução das medidas anunciadas, a pressão fiscal sobre os lesados e a falta de resposta do Executivo perante o agravamento dos custos para famílias e empresas.
O líder do CHEGA, André Ventura, classificou como 'marketing' o programa 'Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência' (PTRR), hoje apresentado pelo Governo, e considerou que não define prioridades nem estratégias.
Paulo Abreu dos Santos, ex-adjunto de uma ministra socialista, está indiciado por 576 crimes de pornografia de menores e por integrar 13 grupos de partilha de abuso sexual infantil.
O CHEGA voltou a defender regras mais apertadas para o financiamento partidário, exigindo maior transparência nos donativos e o fim dos benefícios fiscais atribuídos aos partidos políticos.
O partido liderado por André Ventura quer ministro Miguel Pinto Luz a esclarecer por que motivo só um edifício terá proteção antissísmica reforçada numa infraestrutura hospitalar crítica.
O discurso de José Aguiar-Branco nas comemorações do 25 de Abril acabou por expor, em pleno hemiciclo, uma fratura visível no PS, com Pedro Delgado Alves a virar costas em protesto à Mesa da Assembleia da República e António Mendonça Mendes a responder com um aplauso de pé à mesma intervenção.
Mais do que cravos, cerimónias e celebrações, André Ventura defendeu este sábado, no Parlamento, que os portugueses “querem voz”, “salários justos” e “uma vida digna”, usando os 52 anos do 25 de Abril para centrar o debate nas dificuldades económicas, na corrupção e no afastamento entre a liberdade celebrada e a realidade vivida no país.
O CHEGA quer alterar a lei relativa aos crimes de responsabilidade dos titulares de cargos políticos, para que quem for condenado, por exemplo por corrupção, não possa voltar a exercer funções públicas.