Custos de construção de habitação nova sobem 3,8% em agosto

Os custos de construção de habitação nova aumentaram 3,8% em agosto, em termos homólogos, 0,9 pontos percentuais abaixo de julho, tendo o preço dos materiais subido 0,9% e o da mão-de-obra 7,3%, divulgou hoje o INE.

© D.R.

Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), para a variação homóloga de 3,8% do Índice de Custos de Construção de Habitação Nova (ICCHN) em agosto, o custo da mão-de-obra contribuiu com 3,3 pontos percentuais (3,9% pontos percentuais no mês anterior), enquanto o contributo dos materiais foi de 0,5 pontos percentuais (0,8 pontos percentuais em julho).

Entre os materiais que mais influenciaram positivamente a variação agregada do preço estão os ‘vidros e espelhos’, com uma subida de cerca de 30%, e os ‘materiais de revestimentos, isolamentos e impermeabilização’ e o ‘betão pronto’, com uma subida de cerca de 5%.

Em sentido oposto, destacaram-se os ‘betumes’ e os ‘produtos cerâmicos’, com uma descida de cerca de 10%, e os ‘tubos de PVC’, a ‘chapa de aço macio e galvanizada’ e as ‘tubagens de aço, de ferro fundido e aparelhos para canalizações’, com uma descida de cerca de 5%.

Quanto à taxa de variação mensal do ICCHN, foi de -0,3% em agosto, 0,8 pontos percentuais inferior à registada no mês anterior, tendo o custo dos materiais e o da mão-de-obra descido 0,3%.

A mão-de-obra contribuiu com -0,1 pontos percentuais para a formação da taxa de variação mensal do índice, enquanto a contribuição do preço dos materiais foi de -0,2 pontos percentuais (0,3 pontos percentuais e 0,2 pontos percentuais em julho, respetivamente).

Últimas de Economia

O CHEGA apresentou uma proposta no âmbito do Orçamento do Estado para 2027 que pretende impedir o acesso à habitação pública por pessoas condenadas por crimes graves. A iniciativa coloca em discussão os critérios de atribuição de casas financiadas com dinheiro público e a possibilidade de a existência de condenações criminais influenciar o acesso a estes apoios.
Enquanto milhares de famílias portuguesas enfrentam dificuldades para pagar as contas, suportar os encargos da habitação e fazer face ao aumento do custo de vida, os cinco maiores bancos do país acumulam lucros milionários.
Os portugueses são a sétima população da União Europeia (UE) que mais sentiu o aumento do custo de vida, com dois em três a afirmarem que o seu poder de compra caiu significativamente no último ano, segundo um inquérito hoje divulgado.
O CHEGA defendeu a possibilidade de os portugueses deduzirem no IRS os encargos com o crédito à habitação, mas a proposta foi rejeitada pelo PSD e pelo PS. A medida pretendia aliviar a carga fiscal das famílias que pagam mensalmente a prestação da casa, numa altura em que o acesso à habitação continua a representar um dos maiores desafios financeiros dos portugueses.
O CHEGA voltou a defender medidas para reduzir o preço dos combustíveis no âmbito do Orçamento do Estado para 2027, mas a iniciativa foi rejeitada pelo PSD e pelo PS. O partido pretendia aliviar os custos suportados pelos condutores e pelas famílias portuguesas, num país onde abastecer o depósito continua a representar uma despesa significativa.
Uma decisão do Tribunal de Justiça da União Europeia determina que as instituições bancárias não podem recusar o reembolso imediato de operações não autorizadas apenas por considerarem que os clientes foram negligentes. O dinheiro deve ser devolvido, em regra, até ao final do dia útil seguinte.
Dezenas de clientes denunciam transferências não autorizadas e perdas de milhares de euros. A Polícia Judiciária está a investigar as queixas, enquanto o Banco CTT reconhece um aumento das tentativas de fraude digital. Uma das vítimas reclama a devolução de 1.200 euros.
O passe que permitirá utilizar os transportes das áreas metropolitanas de Lisboa e Porto foi adiado três meses. O Governo prevê um acréscimo de dez euros ao preço do passe e admite implementar o sistema nacional numa segunda fase.
O preço eficiente do gasóleo aumentou, esta semana, 1,2% para 2,289 euros, indicou hoje a ERSE - Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos.
A prestação média mensal dos empréstimos para habitação própria permanente atingiu em setembro os 450 euros, o valor mais alto desde o início da série, em 2018, e mais 9% em termos homólogos, divulgou hoje o BdP.