Escolas eliminam cenários de Natal das fotografias. Pais indignados

A decisão do Agrupamento de Escolas José Maria dos Santos, em Pinhal Novo, de remover completamente quaisquer elementos natalícios das fotografias escolares deste ano está a gerar forte contestação entre muitos encarregados de educação, que consideram a medida desproporcionada, injustificada e prejudicial para a tradição celebrada pela maioria das famílias.

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Em resposta às queixas de vários pais, a direção do agrupamento justificou a opção com a necessidade de garantir “igualdade” entre alunos que celebram e que não celebram o Natal. Contudo, esta explicação está longe de ser consensual. Para muitos pais, a escola não promoveu inclusão, antes apagou uma tradição cultural amplamente partilhada, ignorando o significado simbólico que estas fotografias têm para as famílias.

“No ano em que mais esperávamos aquele registo especial de Natal, recebemos uma foto neutra, completamente descaracterizada”, lamenta uma mãe, que considera a decisão “um excesso de zelo que não respeita a identidade cultural da comunidade”.

O cenário escolhido, composto apenas por objetos escolares genéricos como um globo, lápis e uma ardósia, foi visto por várias famílias como pobre, descontextualizado e completamente desligado da época, retirando às fotografias o encanto que habitualmente marca este registo anual.

A indignação aumentou quando os pais perceberam que não foram previamente consultados. Para muitos, a escola “impôs uma decisão unilateral” que não reflete os valores da maioria da comunidade escolar.

A direção informou entretanto que os pais poderão devolver as fotografias para serem reembolsados, mas esse gesto tem sido visto por várias famílias como insuficiente. “Não é uma questão de dinheiro. É o registo da infância que ficou comprometido”, lamenta outro encarregado de educação.

A polémica continua a crescer, com muitos pais a exigir que, no futuro, decisões que afetam tradições escolares sejam discutidas e comunicadas de forma transparente, e que a preservação cultural da comunidade não seja sacrificada em nome de uma “suposta neutralidade” que, defendem, “não serve ninguém”.

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