Diretor da Black Europeans insulta deputados do CHEGA em voo para Bruxelas

“Vocês não respeitam nada. Uma cambada de racistas, um gangue de racistas.” Ataques e insultos dirigidos a líder parlamentar e deputados do CHEGA levaram comandante a intervir e a chamar a polícia.

© D.R.

O que deveria ter sido uma aterragem tranquila em Bruxelas transformou-se num episódio de tensão a bordo. Minutos após o avião tocar a pista, esta terça-feira, o diretor da organização ‘Black Europeans’, Miguel Cardoso, protagonizou uma sequência de insultos e acusações contra o líder parlamentar do CHEGA, Pedro Pinto, e os deputados Lina Pinheiro e João Ribeiro, que seguiam no mesmo voo.

O incidente levou o comandante a intervir e a contactar de imediato as autoridades do aeroporto. Tal como se pode ver no vídeo, o homem aproximou-se dos deputados com um discurso agressivo e repetido, acusando-os de racismo e garantindo que nada o faria recuar. “A democracia que vocês gostam é diferente da minha”, atirou logo no início, elevando o tom perante passageiros claramente desconfortáveis. “Vocês não respeitam nada. Uma cambada de racistas, um gangue de racistas.”

O ataque verbal prosseguiu sem contenção: “Podes filmar quantas vezes quiseres. Manda para o teu exército de racistas, que eu não tenho medo. A mim vocês não me ameaçam!” O ambiente tornou-se tenso, com vários passageiros a afastarem-se da zona traseira do avião.

O comandante, apercebendo-se da gravidade, falou pelo sistema interno: “Fala o seu comandante. Estão passageiros em conflito na traseira. Agradeço que permaneçam calmos. Já vamos chamar a polícia.” Perante a escalada, a tripulação solicitou a intervenção das autoridades belgas, que aguardavam junto à porta após a abertura do desembarque. Pedro Pinto explicou que o incidente surgiu quando o responsável de uma organização pública dirigiu “ameaças e insultos explícitos” aos deputados.

Para o CHEGA, este episódio soma-se a outros incidentes registados nos últimos anos, incluindo agressões e tentativas de impedir iniciativas públicas do partido em várias cidades, perseguições e insultos dirigidos a André Ventura em universidades, tentativas de boicote a comícios e ameaças em redes sociais a deputados e autarcas, algumas já comunicadas às autoridades.

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