O diagnóstico é claro: a Europa está a envelhecer, padece do mal de uma invasão de imigrantes, sobretudo muçulmanos, e tem uma guerra às suas portas que não consegue influenciar, nem controlar, nem acabar.
O grande pai americano, que nos últimos 80 anos protegeu a Europa, deixou de olhar para o velho continente como estratégico e, por conseguinte, não nos vai deixar entregues a nós próprios, mas vai desinvestir na Europa para se dedicar mais ao sudeste asiático.
Muitas vezes, “os santos da casa não fazem milagres” e a política europeia inclusiva, do “todos, todos, todos”, da falta de incentivos à natalidade, do quase abandono da indústria de defesa, da falta de investimento em inovação (somos dos mais atrasados em IA), assim como em áreas estratégicas como a indústria automóvel — onde já fomos imbatíveis —, fez-nos ficar para trás e perder a relevância de outrora na cena mundial.
Para ajudar ainda mais, o mesmo relatório de segurança dos EUA aponta como um dos grandes problemas da Europa a falta de natalidade versus a imigração descontrolada, que já está a mudar o cenário populacional europeu. A grande invasão fantasiosa de Camus, afinal, é bem real e os europeus podem deixar de ser o povo predominante em 2100.
Todas estas políticas erradas que temos perpetrado desde o fim da Segunda Guerra Mundial têm levado ao florescimento de movimentos como o CHEGA por toda a Europa.
Estes movimentos são o acordar da velha Europa, outrora grande, que ligou o mundo ao mundo e durante séculos foi um farol de progresso social e desenvolvimento.
A teoria da grande substituição, que o relatório dos EUA coloca como um dos grandes riscos para a Europa, não é um problema novo; alguns destes movimentos, como o Rassemblement National (enquanto Frente Nacional), já se batem por ele há décadas. O que se passa hoje no Reino Unido, em França, na Bélgica, na Alemanha ou mesmo nos países nórdicos já não são perceções.
A Europa e os europeus têm mesmo de acordar — caso contrário, os novos europeus rezarão a Alá e as mulheres usarão burca.