Hospital de São João alarga urgência de Obstetrícia e Ginecologia por 1,5 milhões

A urgência de Obstetrícia e Ginecologia do Hospital São João, no Porto, vai ser alargada e terá uma ligação direta a novas áreas de pré-parto e quartos individuais, num projeto de 1,5 milhões de euros, indicou hoje a ULS.

© D.R.

Em resposta à agência Lusa, a Unidade Local de Saúde São João (ULSSJ) avançou que o procedimento concursal encontra-se em curso e que a obra deve iniciar no início do próximo ano.

A ULSSJ estima que a empreitada esteja concluída no verão de 2026.

“O presente investimento visa essencialmente requalificar e modernizar os espaços físicos afetos ao serviço de Ginecologia e Obstetrícia. A intervenção surge na sequência da reorganização funcional do edifício hospitalar, motivada pela transferência do CRI [Centro de Responsabilidade Integrada] de Medicina de Reprodução para o novo piso 5 da ala pediátrica”, acrescentou a fonte.

O investimento total é de 1,24 milhões de euros, mais IVA, e será financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

De acordo com a ULSSJ, a reorganização funcional do edifício hospitalar “permitiu redefinir o uso dos pisos adjacentes, destinando o piso 3 à Medicina/Curto Internamento e o piso 4 à expansão da área de Ginecologia e Obstetrícia, com vista à modernização e integração funcional da urgência obstétrica”

Assim, este projeto “tem como objetivo central dotar o Serviço de Obstetrícia e Ginecologia de uma infraestrutura moderna, segura e funcional, promovendo a continuidade assistencial entre a urgência de Obstetrícia, o pré-parto e a área de internamento”, acrescenta.

Com esta solução passará a haver uma ligação direta entre a atual urgência de Obstetrícia e as novas áreas de pré-parto e Ginecologia, o serviço será reorganizado em dois pisos (3 e 4) para reduzir deslocações verticais e melhorar a articulação entre a urgência, o internamento e o bloco de partos e serão criadas enfermarias de pré-parto no piso 4 para “alcançar o objetivo de quartos individuais para todas as parturientes, reforçando a humanização dos cuidados”.

No total serão renovados cerca de 720 metros quadrados, incluindo áreas clínicas e de apoio, zonas de pré-parto, observação, recobro e consulta rápida, com equipamentos de monitorização fetal e obstétrica, áreas técnicas e de apoio logístico, com fluxos segregados de doentes, profissionais e materiais, bem como espaços de acolhimento “garantindo conforto, acessibilidade e privacidade”.

“Esta empreitada reforçará a capacidade assistencial, a qualidade dos cuidados e a humanização do parto, consolidando a ULS São João como centro de referência nacional em saúde materna e ginecológica”, conclui.

Últimas do País

A Associação de Empresas de Medicina do Trabalho alertou hoje que a falta de médicos está a impedir o cumprimento da lei e apelou ao Governo para adotar medidas urgentes que evitem sanções às empresas por atrasos nas consultas.
Em quase um ano e meio, as autoridades portuguesas apreenderam cerca de 41 toneladas de cocaína, que dariam para compor "pelo menos 410 milhões de doses individuais", anunciou hoje a Polícia Judiciária (PJ).
O INEM está a apurar as circunstâncias em que uma jovem morreu, em Vila Real, depois de um alerta para uma paragem cardiorrespiratória e de se ter verificado a inoperacionalidade da Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER).
O novo Programa Nacional de Saúde Escolar (PNSE), que estará em vigor até 2030, prevê um reforço da ideologia de género e educação para a sexualidade nas escolas portuguesas, incluindo conteúdos relacionados com diversidade, autoestima e mudanças corporais.
Portugal integra os países que passaram a estar na rota do tráfico de cocaína para a Europa por via marítima e que cada vez mais utiliza submersíveis que podem transportar até 10 toneladas, alerta um relatório divulgado esta sexta-feira.
O concelho de Abrantes aguarda ainda intervenções em estradas afetadas pelas cheias e pela tempestade Kristin, cinco meses após as intempéries, criticando a insuficiência dos apoios para responder a prejuízos estimados em mais de 16 milhões de euros (ME).
Um menino autista de seis anos ficou sem as terapias de que depende para o seu desenvolvimento depois de denunciar aos pais uma alegada agressão durante uma sessão. A família acusa o Hospital da Santa Casa da Misericórdia de Fafe de responder à denúncia com a suspensão do tratamento e prepara uma queixa-crime.
Sandra Pereira revelou estar em tratamento oncológico e afirmou que nunca deixou de trabalhar. Contudo, "esta não é a realidade dos portugueses. Nem todas as pessoas conseguem por inúmeros fatores", tal como evidenciou a deputada do CHEGA Cristina Rodrigues.
O líder do CHEGA acusa Governo de abandonar quem trabalha e desconta para viabilizar a Prestação Social Única com o apoio do PS. O partido liderado por André Ventura votou contra o diploma.
Um homem esfaqueou hoje uma mulher num centro comercial de Leiria, pôs-se em fuga de imediato e acabou detido em Lisboa, confirmou à agência Lusa fonte da Polícia de Segurança Pública (PSP).