Mais de 600 toneladas de equipamentos recolhidas em 2025 pelo porta-a-porta do Electrão

O serviço porta-a-porta da gestora de resíduos Electrão recolheu no ano passado 613 toneladas de equipamentos elétricos, mais 34% do que no ano anterior, segundo um balanço divulgado hoje.

© ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA

Num comunicado, a entidade gestora de resíduos de equipamentos elétricos, pilhas e baterias e embalagens faz um balanço da iniciativa de recolher gratuitamente em casa das pessoas os grandes eletrodomésticos, que completou cinco anos, ao longo dos quais recolheu mais de 1.300 toneladas de resíduos elétricos.

Só no ano passado recolheram-se 613 toneladas (457 no ano anterior), especialmente máquinas de lavar roupa ou loiça, que representaram mais de 250 toneladas do total.

A campanha da Electrão começou em 2021 como projeto-piloto, só em algumas freguesias de Lisboa (com valores mais baixos de recolha), mas cobre atualmente 12 municípios da Área Metropolitana de Lisboa e da Região Oeste, tendo como objetivo, segundo os seus responsáveis, expandir o serviço a mais concelhos.

“Ao longo de cinco anos, conseguimos retirar mais de 1.365 toneladas de resíduos elétricos das nossas ruas e garantir o seu tratamento adequado. É um contributo essencial para a economia circular e, sobretudo, para simplificar a vida de quem quer reciclar corretamente”, disse, citado no comunicado, o diretor-geral de Elétricos e Pilhas do Electrão, Ricardo Furtado.

No ano passado, além das máquinas de lavar, também os frigoríficos e as arcas congeladoras representaram um peso considerável no balanço final, 250 toneladas, seguindo-se as 55 toneladas de ecrãs e monitores e as 44 toneladas de pequenos eletrodomésticos. E a tudo isso juntaram-se sete toneladas de equipamentos informáticos de pequena dimensão e 542 quilos de lâmpadas.

No balanço do serviço para 2025 fica ainda quase uma tonelada de pilhas e baterias e 179 quilos de consumíveis de impressão.

O serviço porta-a-porta (distinguido pelos consumidores, segundo a entidade) permite aos cidadãos dos concelhos em questão agendar uma recolha junto da Electrão ou das autarquias aderentes e depois uma equipa irá recolher o eletrodoméstico, sem custos, e encaminhá-lo para reciclagem.

Para solicitar o serviço é preciso ter pelo menos um eletrodoméstico volumoso para entrega, podendo ser depois entregues equipamentos de menor dimensão, nota a entidade.

O projeto, destaca a Electrão, é “uma ferramenta determinante para combater a acumulação de equipamentos elétricos nos domicílios e o desvio para o mercado paralelo de eletrodomésticos deixados na via pública”.

Assim, explica, os equipamentos não são desviados para o setor informal, “com impactos negativos para a saúde pública e ambiente”, e em vez disso são levados para os circuitos oficiais, onde são reciclados “com as melhores práticas ambientais”.

O Electrão – Associação de Gestão de Resíduos é a entidade responsável por três dos principais sistemas de recolha e reciclagem de resíduos: embalagens, pilhas e equipamentos elétricos usados.

Gere uma rede de recolha de equipamentos elétricos e pilhas usadas com mais de 15.300 locais de recolha no país todo e é também responsável pela reciclagem de embalagens.

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