Há cinco vezes mais mães estrangeiras do que há dez anos. Portuguesas têm cada vez menos filhos

Entre 2015 e 2025, as mães estrangeiras passaram de exceção a presença dominante nas maternidades, enquanto os partos de portuguesas recuaram para mínimos preocupantes.

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Em apenas uma década, o retrato da maternidade em Portugal mudou radicalmente: os nascimentos de mães estrangeiras multiplicaram-se por cinco, enquanto os partos de mulheres portuguesas recuaram de forma acentuada. Os números oficiais não deixam margem para dúvidas e confirmam uma inversão clara da tendência demográfica.

Dados enviados pelo Ministério da Justiça ao Jornal de Notícias revelam que, em 2025, deram à luz em Portugal 25.083 mulheres estrangeiras a residir no país. Em 2015, eram apenas 4.591. Em sentido contrário, os partos de mães portuguesas caíram de 81.524 para 64.079 no mesmo período.

A leitura dos números é inequívoca: cresce o peso das mães de outras nacionalidades nas maternidades nacionais, ao mesmo tempo que diminui o número de nascimentos entre cidadãs portuguesas. Uma mudança estrutural que levanta questões profundas sobre imigração, natalidade, políticas de família e o futuro demográfico do país e que já está a redesenhar o mapa social de Portugal.

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